Plataforma “Na Palma da Mão” aproxima cidadãos dos serviços públicos e oferece aos gestores municipais ferramentas para organizar e analisar demandas da população
Moradores de municípios da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) poderão ter acesso mais rápido e integrado aos serviços públicos por meio de uma nova plataforma digital. Desenvolvida pela Universidade de Pernambuco (UPE), com apoio institucional e financeiro da Sudene, a solução reúne versões web e mobile e foi concebida para aproximar cidadãos e administrações municipais.
O projeto “Cidades Inteligentes na Palma da Mão” contempla, nesta primeira etapa, os municípios pernambucanos de São Lourenço da Mata e Carnaíba. A proposta, no entanto, é que a tecnologia possa ser adaptada e utilizada futuramente por outros municípios nordestinos, contribuindo para a transformação digital da gestão pública e para o desenvolvimento de cidades inteligentes na região.
A plataforma permitirá que o cidadão consulte serviços públicos, localize equipamentos e serviços disponíveis no município, faça solicitações de forma digital, registre ocorrências e acompanhe o andamento dos pedidos por meio de protocolos. Também será possível acessar informações municipais e estabelecer uma comunicação mais direta com a administração pública.
Além de facilitar o acesso aos serviços, a ferramenta transforma as solicitações dos moradores em dados estruturados e georreferenciados. Com isso, os gestores poderão visualizar demandas de diferentes áreas do município, identificar necessidades e utilizar essas informações no planejamento e na tomada de decisões.
O projeto é uma iniciativa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da UPE e foi formalizado por meio do Convênio Transferegov.br. A execução teve início em janeiro deste ano e conta com a participação financeira de R$ 300 mil da Sudene.
A Superintendência também acompanha o cumprimento das metas e a execução física e financeira do projeto, além de analisar tecnicamente os produtos e resultados, apoiar a solução de questões relacionadas à execução e avaliar os resultados alcançados e o potencial de disseminação da experiência.
A primeira meta do projeto já foi concluída. Ao todo, 15 alunos e bolsistas foram capacitados para atuar no desenvolvimento da solução, com treinamentos em áreas como desenvolvimento de sistemas, inteligência artificial, levantamento de requisitos, design e programação de backend e frontend. Foram realizados workshops com gestores públicos e usuários dos municípios participantes. O objetivo foi compreender os principais desafios enfrentados pelas administrações e identificar as necessidades dos cidadãos.
De acordo com informações da Diretoria de Planejamento e Articulação de Políticas da Sudene, “isso significa que a plataforma não foi concebida exclusivamente a partir de uma perspectiva tecnológica, mas também a partir das necessidades concretas dos municípios e de seus cidadãos”.
Próximas etapas
A próxima fase envolve a implantação tecnológica da plataforma, incluindo a integração com sistemas institucionais dos municípios, testes em ambiente real e consolidação dos módulos previstos no projeto.
Também está prevista a capacitação de 20 técnicos municipais, sendo dez servidores de cada município participante, para utilização da nova tecnologia. Eventos nos municípios deverão complementar essa etapa, com ações de divulgação da plataforma, apresentação dos resultados e disseminação de boas práticas relacionadas ao conceito de Cidades Inteligentes.
Um dos principais diferenciais do projeto é o potencial de replicação da tecnologia. A plataforma foi desenvolvida com uma arquitetura que permite sua adaptação a diferentes realidades municipais, sem a necessidade de criar um sistema completamente novo para cada cidade.
“A ideia não é desenvolver um sistema isolado para São Lourenço da Mata ou Carnaíba, mas construir uma solução que possa ser parametrizada e adaptada para outros municípios”, segundo a Diretoria de Planejamento e Articulação de Políticas da Sudene. A expansão, entretanto, não significa simplesmente copiar o sistema de um município para outro. Cada cidade possui estruturas administrativas, bases de dados e fluxos de atendimento próprios. Por isso, a estratégia prevê uma plataforma comum, formada por módulos e componentes reutilizáveis, combinada a configurações específicas para cada município.
Esse modelo pode reduzir o tempo e os custos necessários para levar a solução a novas cidades, ampliando o alcance da iniciativa e fortalecendo a transformação digital dos municípios da área de atuação da Sudene.







