• Ceclin
jan 29, 2016 0 Comentário


A VERDADE: Construção da ponte de Militina conta com a iniciativa privada da Vitória de Santo Antão

Elias & Joaquim Lira fazem a festa com o dinheiro de outros entes. Assim é bom demais! Foto: Divulgação / PMV

Ponte e Centros Comunitários: Elias & Joaquim Lira fazem a festa com o dinheiro de outros entes. Assim é bom demais! Foto: Divulgação / PMV

por Lissandro Nascimento

Faz-se necessário dizer como realmente a coisa acontece. A obra para a construção da Ponte de Militina vai sair do papel graças a uma contrapartida de uma empresa privada vitoriense. Nesta semana, o prefeito Elias Lira (PSD) assinou a ordem de serviço orçando em R$ 3.691.191,16 para entregar à futura ponte a população num prazo de seis meses.

A construção será feita pela Gap Construtora Eireli, criando uma mobilidade urbana entre os Bairros Militina, Loteamentos Conceição I e II, Santana, Jardins da Vitória (Minha Casa Minha Vida), e Águas Branca, bem como a Avenida Henrique de Holanda (antiga BR 232). Esta ponte, sob o Rio Itapacurá, terá cerca de 70 metros de largura, com 120 metros de extensão.

Tal iniciativa só será possível devido à contrapartida da Raça Distribuição e Logística de Pernambuco Ltda., CNPJ nº 07306229/0001-06, empresa vitoriense do comércio atacadista de leite e laticínios, que entrou com R$ 1.403.033,24. Este dinheiro foi depositado exclusivamente para a construção da Ponte de Militina, de acordo com a Lei Municipal nº 4.107, publicada no dia 30 de dezembro de 2015. Em troca, a Raça foi contemplada com uma área de 10.568,07 m² para a construção de seu Centro de Distribuição, às margens da rodovia BR 232, Km 44, no Engenho Bento Velho, onde deveria ter sido a “Feira da Sulanca” (mais uma obra frustrada do ex-prefeito José Aglailson).

Os asseclas da Prefeitura de Vitória que gostam de fingir que trabalham, usam de artifícios ludibriadores para ser sozinho “o pai da criança”. A construção da ponte de Militina é um ato conjunto da municipalidade, acima de tudo, é uma condição infraestrutural dos grandes empreendimentos que aportam em Vitória, desde o Vitória Park Shopping, as fábricas naquele entorno e também os conjuntos habitacionais privados e aqueles estimulados pelo Governo Federal, tratando-se, portanto, de uma ação da própria engrenagem do desenvolvimento econômico presente na região da Zona da Mata. Ilude-se de que esta ação se trata de um planejamento do ‘desgoverno’ Elias Lira. Esta gestão é tacanha, não teria este olhar estratégico senão fosse uma condição infraestrutural destes empreendimentos.

Não é de hoje que o prefeito Elias Lira mente e falta com sinceridade para o povo de Vitória. Ele age com engodo e anuncia uma série de obras e feitos, que não são de seu governo, para justificar a sua inoperância e o abandono em que se encontra Vitória de Santo Antão.

É preciso dizer que as fábricas que chegaram, a vinda do Shopping, a Academia das Cidades, os Cursos do PRONATEC, a ampliação do campus da UFPE/Vitória, a construção de unidades de Saúde, de Assistência Social e do SAMU, além da urbanização em torno do Minha Casa Minha Vida, da construção da Adutora, equipamentos para a Zona Rural, Creches, praça com complexo esportivo, NA VERDADE são obras e iniciativas dimensionadas do GOVERNO FEDERAL.

Tanto que o que aqui afirmo podemos provar com as ações que estão sendo desenvolvidas em torno da Ponte de Militina, a exemplo do CRAS modelo implantado recentemente na localidade. Também serão entregues na mesma região os apartamentos do Minha Casa Minha Vida, um Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU’s) e um campo esportivo; uma praça com academia e uma unidade de saúde também serão construídas, ou seja, obras com dinheiro do Governo Federal. Agindo com cinismo, Elias & Joaquim Lira fazem a festa com o dinheiro de outros entes. Assim é bom demais!