Ceclin
jan 17, 2010 0 Comentário


Vitória quer reviver os duelos históricos


Publicado em 17.01.2010

No início dos anos 90, a então Desportiva Vitória – que fechou as portas por conta das dívidas, sobretudo trabalhistas, e em 2008 deu lugar à Acadêmica Vitória –, travou grandes duelos contra o Sport. O Tricolor das Tabocas chegou a ganhar dos rubro-negros por 3×0, no Carneirão, em 1991. Herdeira do legado e da torcida da antiga Desportiva, a Acadêmica quer voltar a ser o calo dos leoninos.

O clima no clube é de total empolgação. Tudo por conta do suado empate por 2×2 contra o Central, na estreia, obtido aos 46 minutos do segundo tempo, através de um gol marcado pelo atacante Cléber Monteiro. O detalhe é que o Vitória jogou praticamente toda a etapa complementar com um jogador a menos, já que o lateral-esquerdo Paulinho foi expulso.

“A animação é total. Conseguimos um grande resultado fora de casa contra o Central. E olhe que poderíamos ter ganhado o jogo, já que tivemos um gol legítimo anulado no segundo tempo. Sabemos da força do Sport, mas vamos jogar dentro de casa e buscar os três pontos”, declarou o ex-jogador e agora técnico, Júnior Caruaru, que está sendo chamado de Júnior Almeida.

Em relação ao time que empatou com a Patativa, apenas Paulinho não joga, já que recebeu o cartão vermelho. Alexandre deve ser o substituto. Alex Rava é outra opção. No ataque, a expectativa é para o aproveitamento de Jadílson. O atacante, grande responsável por evitar a queda do Sport para a Terceira Divisão do Brasileiro, em 2005, já está regularizado. Jadílson deve compor o banco, assim como Aleandro. (Jornal do Commercio).

» 2ª RODADA
Sport se diz preparado para o batismo longe de casa
Publicado em 17.01.2010

Leoninos estão esperançosos em realizar bom jogo, hoje à tarde, diante do Vitória, no Carneirão

A estreia foi na quarta-feira contra o Araripina, na Ilha do Retiro. O Sport venceu por 1×0. Hoje, às 16h, no Estádio Carneirão, em Vitória de Santo Antão, os comandados do técnico Givanildo Oliveira terão o seu batismo fora de casa diante da Acadêmica Vitória, que empatou por 2×2 com o Central, em Caruaru, pela segunda rodada do Campeonato Pernambucano.

Do atual time rubro-negro, cinco jogadores não conhecem a cidade, o estádio e muito menos o adversário. Os cinco estreantes da quarta-feira, o lateral Júlio César, o zagueiro Montoya, os meias Eduardo Ramos e o atacante Nadson, no entanto, são experientes o suficiente para saber das dificuldades de jogar no interior. Afinal, já passaram por muitas provas em outros clubes.

O meia Ricardinho, 34 anos, que estreou marcando o gol da vitória do Sport, tem uma longa experiência atuando em cidades com estádio pequenos e gramados ruins. “A nossa equipe ainda não está na sua melhor condição. Por isso, jogar no interior ou na capital, o mais importante é a superação. Sempre é difícil atuar fora. Sei, porém, que vamos enfrentar um adversário de bom nível e que teve mais tempo de treinamento do que a gente.”

As informações sobre o campo e o adversário serão passadas pelo técnico Givanildo Oliveira na palestra que terá com os jogadores. O treinador, por sinal, que conhece muito bem o Vitória, espera uma jogo muito complicado.

“Jogar num campo bom ou ruim no interior é difícil. Temos que ter cuidado. O Vitória arrancou um empate em Caruaru e teve méritos. Já joguei várias vezes contra eles em outras oportunidades e conheço o atual time deles. Portanto, será preciso uma atenção redobrada”, argumentou Givanildo Oliveira.

O técnico, por sinal, decidiu não mexer na escalação. Ele vai repetir o time e o esquema no 3-5-2. Além dos novatos, completam a equipe Magrão, Igor, César, Dutra, Zé Antônio e Wilson. Nos treinos da sexta-feira e de ontem pela manhã, na Ilha, a preocupação principal era melhorar o passe. “Como estamos no início da temporada, os erros são normais. Os treinos servem para corrigir esses erros. Espero um melhor aproveitamento nesse segundo jogo.”

Outra situação é em relação às finalizações. No primeiro jogo, o time não criou muito, mas teve algumas chances e as desperdiçou. “Eu falo sempre para os jogadores que criar é uma coisa e inventar é outra. O time tem que jogar de forma simples e com objetividade. No momento como esse, é muito mais importante a determinação. Acho que a equipe mostrou isso no primeiro jogo”, comentou Givanildo.

O atacante Nadson, por exemplo, acha que a equipe vai mostrar um futebol mais compacto. “Com o time mais agrupado, as oportunidades irão surgir com mais frequência. O fundamental, no momento, é somar pontos. As vitórias sempre nos darão mais tranquilidade para a sequência do trabalho. Já me sinto mais solto e posso render melhor para ajudar o time e se possível não errar nas conclusões.”

O zagueiro Montoya, no entanto, pelo esforço físico da estreia, sofreu cãimbras nas duas pernas e foi substituído na metade do segundo tempo. Mas como Nadson, diz que está se sentindo melhor depois do descanso na quinta-feira e dos treinos de sexta-feira e de ontem.

“O que ocorreu é normal em início de temporada, especialmente quando não se tem tempo para um preparação mais longa. Estou bem e pronto para o jogo. O nosso grupo conversa muito e isso facilita mais o entrosamento”, disse o zagueiro.

Além dos 11 titulares, foram relacionados ainda Ciro, Dairo, Elias, Isael, Jackson, Juliano, Juninho e Saulo. (Jornal do Commercio).