Ceclin
out 17, 2014 0 Comentário


Vitória de Santo Antão ”fecha o cerco” contra as cinquentinhas

(Foto: Reprodução/Facebook).

As famosas motos de cinquenta cilindradas se popularizaram nos últimos anos no Brasil. É cada vez mais constante avistarmos pelas avenidas e rodovias a motocicleta de pequeno porte circulando entre os automóveis e transeuntes. Mas um fator revela que algo está errado: a quantidade de acidentes envolvendo este tipo de veículo. Em Pernambuco, por exemplo, a motoneta foi responsável por cerca de 30% dos acidentes, segundo dados do Comitê de Prevenção aos Acidentes de Moto em Pernambuco (Cepam), divulgados no início de 2013. De lá pra cá, com certeza, esse número aumentou.

Os fatores que contribuem para alavancar esses índices são somados muitas vezes pela falta de fiscalização ou pela dispensa do item de segurança. Embora, haja exigência de fiscalização das mobiletes por parte do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), algumas cidades vivem a inércia de não regulamentá-las, e em contrapartida, alguns usuários não desejam efetuar o procedimento.

Em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do Estado, a crescente não é diferente. Atualmente, a cidade contabiliza 3.837 mobiletes, e devido o número relevante, a Agência de Trânsito do Município (AGTRAN) acredita que começou a ‘’fechar o cerco’’ a quem estiver pilotando de maneira irregular. Desde a quinta-feira (16), os agentes estão recolhendo as motocicletas e o episódio tem gerado comentários nas redes sociais.

(Foto: Arquivo / A Voz da Vitória).

Mediante o assunto, a nossa reportagem procurou o órgão para explicar sobre a retenção dos veículos. Segundo Hildebrando Lima, diretor da AGTRAN, “a medida está sendo tomada porque alguns usuários além de não estarem equipados ou habilitados, estão invadindo a área de estacionamento da Zona Azul [onde o usuário paga de acordo com o tempo que permanecer estacionado]. Usam a ausência da placa para tentar burlar a fiscalização dos agentes, e acabam interferindo de forma negativa no ordenamento do trânsito”.

Hildebrando alerta que a medida é genérica, e já acontece em outras regiões. “A fiscalização já acontece em outros Estados, por exemplo. O intuito é fazer com que as pessoas utilizem os equipamentos de segurança. A medida, por enquanto, é educativa, entretanto, estamos nos planejando para intensificar essa ações daqui por diante”, disse.

O quer fazer se sua motoneta foi apreendida?

Uma das principais dúvidas de alguns usuários era a respeito do destino de suas respectivas motonetas após a apreensão. Segundo Hildebrando, elas são levadas para a sede do órgão e o proprietário deve levar a documentação para poder tê-las de volta. Além disso, ele afirmou que “existe a cobrança de uma taxa, mas por enquanto, até que haja uma conscientização por parte dos condutores, ela não será cobrada, porém um documento de advertência deverá ser assinado”, assegurou.