• Ceclin
ago 14, 2017 0 Comentário


Vitória de Santo Antão conta com nova formação do Conselho de Cultura

3 Fórum de Cultura Vitória 2017

Os novos integrantes do Conselho Municipal de Cultura em Vitória foram eleitos no 3º Fórum que aconteceu no último dia 11 

Por Lissandro Nascimento 

Artistas, artesãos, ativistas e inúmeras pessoas envolvidas diretamente nos diversos segmentos artísticos-culturais do Município da Vitória de Santo Antão, na Mata Sul, se reuniram na última sexta-feira (11/8), em torno do 3º Fórum Municipal de Cultura, que foi convocado pela Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes da Prefeitura de Vitória, através do Conselho Municipal de Cultura.

O evento foi instalado no Colégio Municipal 03 de Agosto, no Centro da cidade. Abrindo o que deveria ser chamado de “Conferência”, a diretora da Secretaria Municipal de Cultura, Hérika Araújo, fez questão de frisar que há em Vitória uma Política Cultural já estabelecida, conforme o que preceitua a Lei Federal nº 3.832/2013. “Independente de quem esteja à frente da gestão pública e de sua preferência política, é importante deixar claro que em Vitória funciona de fato políticas culturais, tendo em vista que já temos toda a legislação que trata deste setor”, defendeu.

Forum Cultura 2017 VitóriaUm fato estranho na abertura desse 3º Fórum, o primeiro organizado pela gestão do prefeito Aglailson Júnior (PSB), foi a ausência do mesmo, bem como a não participação de Marcos Rocha, atual Secretário responsável pela pasta. Como se concebe na abertura de um evento oficial que contou com a presença de renomados nomes de nossa cultura local, os principais gestores do setor não se fazerem presentes? O que houve de tão importante na agenda e ou fato grave que nem Aglailson e nem Rocha se programaram para participar deste Fórum?

Do Poder Legislativo local se fizeram representar nesse evento o vice-presidente da Câmara Carlos Frasão (PRP) e a vereadora Silvia do Geral (PSB). O Chefe Substituto responsável pelo Ministério da Cultura (MinC) em Pernambuco, Roberto Azoubel, elogiou na abertura do Fórum de Cultura em Vitória, o fato de a cidade já deter o que determina a Emenda Constitucional nº 71/2012 no artigo 216-A da Constituição Federal, pelo qual regulou o Sistema Nacional de Cultura (SNC). “É gratificante encontrar em municípios, como Vitória, instrumentos legais já constituídos”, declarou Azoubel, se referindo a formação do Conselho e do Fundo de Cultura, além da criação do Sistema Municipal de Cultura, aprovado em 2016 pela Câmara de Vereadores.

O representante do MinC defendeu que a política cultural nos municípios deva partir do princípio de que se trata de uma ação governamental, como prevê a legislação, ressaltando que se deve lembrar-se da diferença entre política de governo versus política cultural. “Há muito que se avançar no País no tocante a legislação cultural. É muito bom saber que Vitória já dispõe de base para avançar no sistema de Cultura. Mas no geral o quadro ainda é preocupante tendo em vista que em Pernambuco apenas 39% das cidades aderiram ao Sistema Nacional de Cultura”, declarou Roberto Azoubel.

Pablo, Hérika e Azoubel elogiaram a base legal do sistema cultura criado em Vitória. Fotos: A Voz da Vitória / AVV Imagem

Pablo, Hérika e Azoubel elogiaram a base legal do sistema cultural criado em Vitória. Fotos: A Voz da Vitória / AVV Imagem

Apesar de Vitória já deter as bases jurídicas necessárias para o seu desenvolvimento cultural, cabe contestar que não há, não mesmo, qualquer ação que estimule o fortalecimento da cultura e turismo por parte do Poder Público local. Nos oito anos da gestão Elias Lira/Paulo Roberto, pertenceu ao orçamento da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes o equivalente a cifra dos R$ 50 milhões de Reais. Indago: na prática aonde foi utilizado estes recursos para o setor? Espera-se que os erros da gestão passada não sejam reproduzidos na atual administração.

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Após os debates, os participantes do Fórum escolheram a segunda formação do Conselho Municipal de Cultura em Vitória, que tem a função de fortalecer as políticas públicas voltadas ao setor, bem como desenvolver o controle social dos recursos do Fundo Municipal de Cultura. Composto por doze integrantes, o Conselho é paritário, sendo seis indicados pela Prefeitura de Vitória, e os outros seis eleitos pela sociedade civil.

Foram eleitos representando a Literatura os professores Pedro Ferrer e Hiram; nas Artes Visuais Leonard Felipe e Mabel; nas Artes Cênicas Clayton Cordeiro e Cleiton Santiago; no Áudio Visual Arthur Carvalho e Alysson Souza; na Cultura Popular os mestres de capoeira Amâncio e Cícero (Africano); na Música os cantores Bruno Barros e Weverton. Vale destacar que os primeiros nomes são os titulares do Conselho.