• Ceclin
set 17, 2009 7 Comentários


Vitória Agora

Há alguns meses foi acionado o trabalho de empresas de consultoria renomadas, com experiência nacional e até internacional, que estudaram detalhadamente o perfil de algumas cidades em nossa região. Os custos dessa pesquisa foram altos, mas, bancados integralmente pela iniciativa privada para evitar tendências e favorecimento.

Em Vitória de Santo Antão, foram encontradas algumas condições que despertaram interesse particular dos investidores, ficando evidenciada viabilidade em investimentos que começam a tornar-se realidade. Entre eles, grande número de pessoas com nível superior, considerável índice de jovens universitários, muitos técnicos de nível médio alem de cursos profissionalizantes.
Nossa cidade possui duas faculdades que formam profissionais há mais de cinco anos e uma recém instalada unidade da Universidade Federal de PE., tem excelentes colégios particulares, boas escolas públicas e uma das mais atuantes unidades do SENAC.
Com população superior a 120 mil habitantes, foi pesquisado o volume de numerário que circula nas agências bancárias, o nível de consumo de itens básicos e supérfluos, a arrecadação de impostos de lojas e supermercados, o consumo de combustíveis e de energia elétrica em residências e empresas aqui instaladas e em funcionamento.
Pesa nessa análise, a existência o faturamento e estabilidade de lojas e magazines aqui instalados, com similares em rede nacional.
Tabulado e analisado criteriosamente todos esses dados, aliados a situação geográfica e estratégica de proximidade com a capital, portos e aeroporto, bem como a existência de rodovias compatíveis com o recebimento de matéria prima e o bom escoamento da produção, indicaram condições favoráveis a investimentos de médio e grande porte.
As grandes organizações quando programam expansão e investimentos em novas instalações de unidades fabris ou complexos industriais, analisam exaustivamente essas informações e algumas outras de menor relevância e valor decisivo.
Daí, ser totalmente perecível a ideia passada que há favoritismo por algumas concessões políticas, isenções de impostos (renúncia fiscal) e até amizade ou prestígio de algum político que sempre aproveita para tentar se promover.
Alem de enganosa, é absolutamente ridícula a ideia que um grupo investirá volume de recursos superior a duzentos, trezentos milhões de reais numa empresa com prazo indeterminado de funcionamento, simplesmente pelo pedido, pela amizade ou consideração a um político que está no poder, sairá, e só voltará dependendo do resultado das urnas.
Isso nunca funciona assim.
Enfim, nossa população deu provas que se preparou. A estrutura econômica da cidade comporta, existe favorecimento geográfico pela localização, o que falta, é de responsabilidade pura e simples do poder público.
Saneamento básico, urbanização, controle, monitorizarão e sinalização de trânsito, nada de sistema obsoleto e ineficiente. Exige-se desobstrução de vias públicas centrais com prioridade aos pedestres, prestação de contas e transparência na administração do município, modernização e aprimoramento de políticas públicas voltadas ao atendimento da coletividade.
Qualquer investidor, a priori, analisa todas essas condições, se existentes ou, se confiáveis as perspectivas de atendimento, antes de realmente colocar seus recursos em jogo num empreendimento desse porte.
Assim, cabe desmistificar ações isoladas e prestígio de qualquer personagem que tente atrair para si ou seu grupo, o privilégio de conseguir investimentos técnicos ou instalação de novos empreendimentos industriais de grandes investimentos, aqui ou em outras cidades.
É bom que a comunidade vitoriense reflita e reconheça seu potencial, valorize seu perfil e sua capacitação conseguida a custa de muita luta e sacrifício, lute pelas melhorias que tem direito e com certeza atrairão outros investidores, conseguindo com isso melhor qualidade de vida.
Oportunidades surgirão trazendo maior renda per capta, melhoria no IDH, e muitos outros benefícios, inclusive a possibilidade de escolher livremente em quem votar.


por Valdemiro Cruz,
Estudante Universitário e Membro da Pastoral Carcerária.