Ceclin
nov 10, 2011 6 Comentários


Vereadores discutem a possível licitação de privatizar os serviços no Matadouro de Vitória

O Matadouro Público da Vitória de Santo Antão deve encerrar suas atividades até o dia 5 de dezembro. Isso porque a gravidade da situação encontrada no local, há uma ano, continua a mesma. Diante desse quadro, a promotora de Justiça com atuação no Meio Ambiente, Vera Rejane Alves Mendonça, requisitou à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e à Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) que adotem as medidas administrativas ao seu alcance, no sentido de encerrar as atividades do matadouro.

Após protestos contra o fechamento que tomou conta das principais ruas do Centro na manhã da quarta-feira (09), os marchantes e funcionários do Abatedouro vitoriense se articularam à noite com o Vereador Pedro Queiroz (PPS), onde o parlamentar apresentou um Projeto de Lei permitindo a abertura de um processo licitatório para a privatização ou ainda a terceirização dos serviços para um novo Matadouro Público, deixando aberto a iniciativa privada  a condição de tomar conta do comércio de carne na região.

Diante da urgência em solucionar este impasse, até por conta dos interessados em manter os negócios do abatedouro em Vitória só disporem de um pequeno prazo (até 05 de dezembro), oito vereadores subscreveram o projeto de Queiroz dispensando da análise das Comissões da Casa. Contudo, suspeitando do encaminhamento tomado o vereador Geraldo Enfermeiro (PSB), com o apoio do presidente José Aglaílson, terminou pedindo “Vistas” deste projeto de Lei, porém o pedido não foi aceito pela maioria dos seus pares. O destino do Abatedouro é complexo, deixando sob expectativas cerca de 53 funcionários daquele logradouro público que lotaram a Casa para acompanhar a discussão do plenário.

No local são abatidos 230 bois a cada semana, enquanto suínos e caprinos continuam sendo abatidos de forma clandestina no município. Ficou constatado que o Matadouro Público da Vitória de Santo Antão não possui condições de tratar seus efluentes líquidos e acaba lançando-os no Rio Tapacurá, o que provoca a contaminação e degradação das águas do rio. Para agravar ainda mais a situação, o matadouro se encontra em área urbana, o que é ilegal.