Ceclin
nov 06, 2009 0 Comentário


Verão será mais quente no Estado

Publicado em 06.11.2009

Laboratório de Meteorologia de Pernambuco informou que a previsão de calor intenso é para o resto deste mês, dezembro e janeiro. De junho a outubro, temperatura ficou até 4 graus acima da médiaO aumento da temperatura no Estado, que de junho a outubro ficou até quatro graus acima da média, persistirá durante todo o verão, anunciou ontem o Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe-Itep).
A previsão de mais calor é para os meses de novembro, dezembro e janeiro. O aquecimento da superfície do mar do Oceano Pacífico, segundo a coordenadora do Lamepe, Francis Lacerda, é uma das principais causas do aumento da temperatura não só em Pernambuco, mas em todo o Nordeste.
“O Pacífico é um dos principais reguladores do clima no planeta e está aquecido em até dois graus”, justifica a meteorologista.
Ela também atribui o calor na região ao el niño. “O fenômeno apresentou uma ligeira diminuição de sua atividade no decorrer do mês de setembro, porém as águas superficiais do Pacífico Equatorial devem continuar aquecidas nos próximos meses, com possibilidade de enfraquecimento no final do verão.”
No Estado, as cidades onde os valores de temperatura estão mais elevados são o Recife e Olinda. É nesses locais que os termômetros têm registrado até quatro graus.
“São os maiores centros urbanos. Isso é, estão bastante modificados pelo homem, o que significa menos árvores e maior impermeabilização do solo”, explica a meteorologista.
A média a que se refere o prognóstico é a histórica, que varia de 29 a 31 graus nessa época do ano. Ou seja, os termômetros estão registrando de dois a quatro graus acima desses valores. Segundo Francis, a sensação térmica também está intensificada, contribuindo para que as pessoas se queixem ainda mais do calor.
Isso ocorre porque, além da ausência de chuvas nessa época do ano, há o relaxamento dos ventos e o aumento da umidade relativa do ar. “Tudo isso faz com que as pessoas tenham a sensação de calor amplificada”, adianta a meteorologista.
O acréscimo da temperatura variou de dois a quatro graus, acima da média histórica, de junho a setembro. “Estamos concluindo o levantamento para outubro. Os dados mostram que a elevação permaneceu nesse patamar”, adianta Francis.
A maioria dos modelos oceânicos e atmosféricos indica tendência de chuvas normais em Pernambuco para os meses de novembro, dezembro e janeiro. Já a previsão do Lamepe-Itep aponta para precipitações moderadas, principalmente no Oeste do Sertão de Pernambuco e mesorregião do Sertão do São Francisco.
Dias quentes, períodos secos e a possibilidade de chuvas entre moderadas a fortes estão previstas para a pré-estação chuvosa, de novembro a dezembro, no Sertão do São Francisco e na microrregião de Petrolina.
A previsão para o período é de que os totais pluviométricos fiquem próximo da média histórica, com alta variabilidade temporal e espacial na distribuição dos índices.
Tanto a previsão do aumento da temperatura quanto a das chuvas se baseia em modelos atmosféricos gerados pelos computadores do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec-Inpe), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos, NCEP (sigla em inglês para Centro Nacional de Previsão Ambiental), Cola (sigla em inglês para Centro de Estudos Oceano-Continente-Atmosfera) e a agência espacial americana Nasa.
“A possível ocorrência da temperatura acima da média não implica a ausência de chuvas”, lembra Francis. Ela ressalta que pancadas significativas de chuvas podem ser registradas no período.
(Jornal do Commercio).