Ceclin
Maio 08, 2009 0 Comentário


UNIVASF aprova cotas sociais


A Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) aprovou na última quarta-feira (06/05) em reunião do Conselho Universitário, realizada em Petrolina, no sertão Pernambucano, a sua adoção ao sistema de cotas sociais (do qual reserva 50% das vagas para estudantes oriundos de Escolas Públicas), além disso, a Universidade aderiu recentemente a proposta de implementação do ENEM como novo sistema de avaliação e de acesso.

Essa conquista faz parte de um longo processo de diálogo travado pelo Diretório Central dos Estudantes da UNIVASF com toda a comunidade acadêmica, pela UNE, UBES e a UEP em todo o Estado e País, conforme as mais recentes manifestações pela aprovação do PL 3.913/08 (Projeto de Lei que institui a Reserva de Vagas nas Universidades Públicas).

Dirigentes do DCE UNIVASF com Lúcia Stumpf (Presidente da UNE)

Segundo o pró-reitor de ensino, Marcelo Ribeiro, para conseguir a vaga, o estudante cotista não pode zerar uma das quatro partes da prova (serão quatro eixos, conforme o MEC: linguagens, códigos e suas tecnologias, incluindo redação), além de ciências humanas e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias. A regra vale tanto para os feras da rede pública quanto para os da rede privada. Mas só será aplicada na primeira opção de curso do candidato.
“Essa medida surge no intuito de democratizar ainda mais o acesso a Universidade e colocá-la de fato a serviço do desenvolvimento e progresso de nossa Nação. Permitindo e criando expectativas a jovens que antes nem sonhavam em um dia entrar na Universidade por não poder pagar um cursinho pré-vestibular ou uma mensalidade em Escola da rede Privada”, é o que nos relata a Presidente do Diretório Central dos Estudantes da UNIVASF, a estudante de Medicina Mayara Coelho.
A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) criou uma Blitz da Reserva de Vagas e está permanentemente mobilizando os alunos para cobrarem do Congresso Nacional a aprovação desta medida que surge como um gesto de reparação histórica para com os estudantes brasileiros, democratizando o acesso a Universidade e proporcionando cada vez mais oportunidades iguais ao nosso povo.


De Petrolina,
Anderson Diego,
Estudante de Marketing e Tesoureiro Geral da UEP.
Com Informações: JC Online