• Ceclin
mar 02, 2016 0 Comentário


UFPE: corte no auxílio atinge 7,2 mil alunos

(Foto: Arquivo / A Voz da Vitória).

(Foto: Arquivo / A Voz da Vitória).

 

7,2 mil alunos que serão prejudicados, a partir de maio, pela redução de R$ 3,4 milhões no orçamento para o auxílio estudantil. Neste ano, o valor designado à assistência será de R$ 31,6 milhões. Segundo a UFPE, a medida foi necessária para adequar a universidade à nova realidade orçamentária e atender à expectativa de aumento na demanda com o crescimento, neste ano, do número de cotistas para 50% do total de vagas ofertadas na graduação. Os alunos de Vitória de Santo Antão, na Mata Sul, e Caruaru poderão receber até R$ 700, se comprovar renda per capita de até R$ 299.

De Palmares, também na Mata Sul, Rayná Miranda que estuda na UFPE de Caruaru reclamou que ainda não sabe quanto receberá, porque o recadastramento para a implantação da nova Política de Assistência Estudantil (PAE) não terminou. “O máximo que posso receber é R$ 700, mas não será esse o valor depositado para mim”, avaliou. Hoje, a jovem recebe R$ 1,1 mil, graças a auxílios de moradia, transporte, alimentação e permanência. Ela acredita que o montante será reduzido para R$ 300. “Terei que desistir. Prestes a terminar o curso e ter que abandonar por falta de planejamento da universidade.”

JUSTIFICATIVA - Reduzir contratos terceirizados, diminuir o teto de bolsas e auxílios estudantis e mobilizar uma campanha de redução de energia elétrica estão entre as metas deste ano para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O pró-reitor de Planejamento, Orçamento e Finanças (Proplan), Thiago Galvão, destacou que, além dos R$ 32 milhões destinados à assistência, em 2015, a UFPE colocou mais de R$ 16 milhões além do previsto. Segundo ele, a Universidade tem o segundo maior orçamento previsto em Lei Orçamentária Anual (LOA) das Instituições Públicas de Ensino Superior para o Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), ficando atrás apenas da UFRJ.

Questionado sobre uma possível evasão na universidade após os cortes, Galvão afirmou que o abandono vai além do pagamento de bolsas estudantis. “Se os estudantes concluíssem o curso por causa de benefícios ofertados a eles não tínhamos índice de evasão”, enfatizou, acrescentando que, apesar das dificuldades que os alunos vão enfrentar, em compensação, outros estudantes que não ganham nada vão passar a receber o auxílio. “Não houve corte de benefícios, mas o estabelecimento de um teto para a concessão. Tudo é uma questão de necessidade para a nova conjuntura orçamentária”, explicou Galvão.

Folha de Pernambuco