Ceclin
out 08, 2008 3 Comentários


TRE descarta qualquer mudança

Presidente TRE: “Não vou me preocupar com os perdedores”.

Publicado em 08.10.2008

Sheila Borges

Apesar das denúncias de irregularidades envolvendo a totalização dos votos, feitas por candidatos derrotados em três municípios do Agreste do Estado – Vitória de Santo Antão, Gravatá e Brejo da Madre de Deus –, o presidente do TRE, Jovaldo Nunes, estava tranqüilo ontem porque, segundo o desembargador, não há provas de qualquer tipo de erro cometido pela Justiça Eleitoral. “Não vou me preocupar com os perdedores. Nossa missão foi cumprida. Agora, a questão não é mais da Justiça Eleitoral. É da polícia que tem que garantir a ordem”, argumentou. Ele se referiu ao tumulto registrado em Vitória, anteontem, quando correligionários do candidato a prefeito derrotado, Demétrius Lisboa (PSB), partiram para o confronto com a polícia por discordarem do resultado do pleito, que deu a vitória a Elias Lira (DEM) por uma diferença de apenas 232 votos.
O corregedor-regional eleitoral, Silvio Romero, que esteve em Vitória, fez questão de ressaltar que o juiz daquele Município, Uraquitan dos Santos, assim como os magistrados das demais cidades, estão com a consciência tranqüila. “Os juízes do interior sabem que fizeram tudo certo”, frisou. O clima de acirramento foi criado porque espalharam boatos, em Vitória e em Gravatá, que os votos das seções agregadas não teriam sido contados.
Em Vitória, existem 17 seções eleitorais agregadas. Em Gravatá, seis. Isso ocorre quando uma seção tem um número pequeno de eleitor e, para economizar material e reduzir o pessoal mobilizado na eleição, o TRE decide juntá-la à outra seção. Assim, uma urna eletrônica recebe os votos dos eleitores cadastrados nas duas seções. O número total de inscritos, porém, não pode ultrapassar o limite de 480 votantes. “Não é nenhuma novidade”, reagiu Jovaldo, ressaltando que todos os votos foram contabilizados.
Em Brejo da Madre de Deus, eleitores reclamaram que não puderam votar. O presidente explicou que, em 2006, 300 títulos foram cancelados em função de transferências irregulares. “Todo mundo foi chamado individualmente para provar que morava lá. Quem não provou, teve o título cancelado”, esclareceu. A confusão teria começado porque, mesmo quem teve o documento invalidado, tentou votar já que o título não foi recolhido. Jovaldo destacou que não houve nenhuma denúncia envolvendo os municípios que registraram problemas nas urnas, como o Recife, São Lourenço da Mata, Igarassu e Camaragibe, todos na região metropolitana.
(Jornal do Commercio).