Ceclin
mar 08, 2013 0 Comentário


Trânsito: Vitória de Santo Antão conta com mais motos do que carros

Por Elias Martins, colunista do Blog

O mais novo espaço de debate do Programa A Voz da Vitória, pela Rádio Tabocas FM (98,5), discutiu o trânsito em Vitória de Santo Antão, Mata Sul do Estado. “O Começando o Expediente” com Elias Martins, comentarista do Portal A Voz da Vitória, abordou como tema a questão do trânsito no município.

Vitória de Santo Antão conta com 129.907 habitantes, 36.889 veículos emplacados na cidade, conforme dados do CONTRAN. Isto implica dizer que perfaz 01 veículo para cada 2,8 habitantes. A frota cresceu de 22.299 (2008) para 36.889 (2012) 65,43%. O Município recebeu de transferência de IPVA do Estado em 2012, R$ 2.526.306,20, ou seja, 51,12% acima dos valores de 2011 que tinha havido uma retração de 19,76%. Estes valores são fruto de 50% do IPVA arrecadados anualmente dos veículos com placa de Vitória.

“Neste ponto, temos que parabenizar o trabalho do BPTran, que vem se tornando mais rigoroso na fiscalização do trânsito em Vitória, somado à blitz esporádicas realizadas pelos fiscais do DETRAN-PE. Esta pode ser a razão de tamanho crescimento da arrecadação”, analisou Elias Martins, no Programa A Voz da Vitória pela Rádio Tabocas FM (98,5).

Confira como é a distribuição de veículos em Vitória de Santo Antão, segundo o relatório de dezembro/2012:

Motocicleta – 14.215; Automóveis – 13.246; Motoneta – 3.191; Caminhões – 2.156; Caminhonete – 2.123; Caminhoneta – 716; Reboque – 327; Ônibus – 289; Semirreboque – 231; Caminhão trator – 154; Micro-Ônibus -119; Utilitários – 108; Triciclo – 8; Ciclomotor – 5; Chassi Plataforma -1. “Mas há muito que se avançar em relação à organização do Trânsito em Vitória”, avalia.

Vitória de Santo Antão precisa colocar em funcionamento todo o aparato existente para um verdadeiro ordenamento: A cidade conta com JARI, mas não funciona por falta de nomeação dos componentes da mesma que precisam ter uma bagagem sobre o cumprimento do CBT. Não há agentes efetivos, para ter poder de autuar os infratores. Não há ainda uma Empresa de trânsito com liberdade de poderes para punir os infratores.

“Não temos um pátio definido e preparado para guardar os veículos apreendidos. Não temos investimentos agressivos na reestruturação de anel viário. Não temos investimentos bem definidos para perfeita sinalização de nossas vias publicas. Problemas históricos com os taxistas estão mal resolvidos, bem como os problemas históricos com os mototaxistas, também mal resolvidos”, concluiu.