Ceclin
jul 03, 2010 3 Comentários


Todos querem ir para Vitória de Santo Antão


Publicado em 03.07.2010

da Coluna JC Negócios
Jornal do Commercio.

Por que uma cidade que, do ponto de vista industrial, sempre foi relacionada ao Engarrafamento Pitú Ltda. e até a duplicação da BR-232 era vista como mais uma no caminho para Caruaru e Gravatá, em menos de quatro anos tornou-se o local preferido das empresas que se bandeiam para Pernambuco fora da região metropolitana, a ponto de após captar os projetos da Sadia e da Kraft Foods, conseguiu atrair outros sete, num total de investimentos de R$ 120 milhões?


Em primeiro lugar porque, com a duplicação da BR-232 e por sua conexão com a BR-101, está próxima ao Complexo Portuário de Suape sem ser submetida à pressão de mão de obra que ele tem hoje.


Depois, porque dispõe de bons terrenos próximos às estradas e, finalmente, porque pode oferecer 10% a mais de isenção fiscal de ICMS do que os municípios da RMR através do Prodepe. Sim, tem a localização estratégica entre o Litoral e o Agreste e a perspectiva de mão de obra para ser treinada.


Na verdade, quem melhor viu isso foi a Sadia e depois a Kraft Foods, que, por consequência, provocam a atração de seus fornecedores, como Isoeste – que forneceu os painéis para a megafábrica de chocolate e montou, em Vitória, uma nova fábrica de fábricas.


Certo, o governo do Estado ajuda, o Banco Nordeste dá crédito e a prefeitura oferece terreno bom, mas 10% do Prodepe é determinante.
Mas fatores como escolaridade da população, existência de faculdade, água e uma economia que tem sua vida própria ajudam a completar o processo. Ate porque para empresas com matriz no Sudeste ou Sul, 60 quilômetros de distância da capital é logo ali.


» Ajuda a Moreno

O governo do Estado está cumprindo a promessa de dar uma força a Moreno para que deixe de ser o patinho feio do Território Estratégico de Suape. Ontem se podia notar isso na lista anunciada na sede do BNB.
Dos R$ 355,8 milhões e geração de 3.185 empregos diretos, Moreno terá mais quatro novas indústrias, que vão investir R$ 38,5 milhões e gerar 616 empregos. Não chega perto dos R$ 260 milhões da nova fábrica da AmBev, que Moreno perdeu para Goiana, mas já ajuda a levantar o astral do município.