Ceclin
jun 04, 2014 0 Comentário


Terrorismo eleitoral, por Hely Ferreira

por Hely Ferreira

Em ano eleitoral, sempre que é divulgada alguma pesquisa de intenção de voto é natural causar alguma celeuma. Principalmente entre os candidatos que não apresentam um bom desempenho no quadro estatístico. A recente pesquisa realizada pelo Ibope serve como exemplo. Sua divulgação causou um verdadeiro tumulto entre os partidos políticos, principalmente por demonstrar que o pré-candidato da chamada Frente Popular não deslanchou até o momento dentro do percentual esperado.

Acontece que é necessário levar em consideração alguns aspectos, para desenvolver uma leitura mais acendrada no que tange aos números apresentados. Antes de tudo, não custa lembrar que pesquisa é um dado que reflete o momento, não significando que os resultados divulgados sejam estáticos. Mas até o momento, o pré-candidato do PTB continua liderando as intenções de voto para o governo de Pernambuco.

O quadro atual não é fruto do acaso, pois o senador petebista lançou o seu nome na disputa bem primeiro que o candidato do PSB. Além do mais, já foi testado nas urnas em outros momentos, exercendo o cargo de deputado federal e atualmente é senador, diferentemente do pré-candidato socialista que nunca foi testado nas urnas e teve seu nome apresentado ao quadro sucessório governamental na semana momesca. Sendo desconhecido pela maioria do eleitor de Pernambuco, depende muito da presença ao seu lado do seu padrinho político, algo difícil já que o mesmo pleiteia o Planalto Central, não podendo dedicar-se de maneira exclusiva ao controle do Palácio do Campo das Princesas.

Assim, seu afilhado terá que aprender a caminhar praticamente sozinho, algo desafiador para alguém que nunca soube o que é ter que pedir voto. Porém, se a eleição de 2014 será defendida através de quem possui o melhor padrinho, a disputa para governador em Pernambuco será algo inusitado, onde de um lado está o candidato que tem o aval do ex-presidente Lula e, do outro, o do ex-governador Eduardo Campos. Daí, resta-nos apenas esperar.

Por Hely Ferreira,

Cientista Político.