Ceclin
fev 07, 2020 0 Comentário


TCE julga irregular auditoria especial e multa prefeito de Chã Grande

Diogo-Alexandre

Na retomada da pauta da Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), na quinta-feira (23/01), foi julgado irregular o objeto de uma auditoria especial realizada no município de Chã Grande, relativa ao exercício financeiro de 2018, com aplicação de multa ao atual prefeito, Diogo Alexandre Gomes Neto (PL). A relatoria do processo (n° 1821758-8), foi da conselheira substituta Alda Magalhães.

Segundo o relatório da auditoria especial, foram identificadas irregularidades, tais como inexistência de controle de bens móveis e imóveis, realização de despesas com transporte sem o devido processo licitatório, pagamentos antecipados e documentos fiscais inapropriados. De acordo com o voto, sem dados como a quilometragem dos veículos, roteiros das viagens e datas dos abastecimento, foram gastos R$ 3.292.136,00 com lubrificantes e combustíveis pela gestão.

A auditoria identificou ainda, despesas com transporte no montante de R$ 59.604,00, sem que fosse formalizado processo licitatório. A ausência de controle possibilita desvios e o uso indevido dos produtos. Por isso, é fundamental que o gestor possa comprovar com os documentos apresentados o bom emprego dos valores públicos. Devido às irregularidades, foi aplicada ao prefeito de Chã Grande, Diogo Alexandre, uma multa no valor de R$ 26.286,45.

A relatora determinou, ainda, a contabilização de forma correta das despesas de pessoal e de material de consumo, com o aperfeiçoamento do controle interno, sob pena de nova multa. Representou o Ministério Público de Contas o procurador Ricardo Alexandre. A decisão foi por maioria. >> Gerência de Jornalismo (GEJO)

AVANTE

O prefeito de Chã Grande, Diogo Alexandre, deve anunciar em breve sua ida para o Avante, antigo PTdoB, para a disputa eleitoral deste ano. Após mais de 14 anos no PL (ex-PR), o gestor trocará a sigla partidária. Com a confirmação da ida ao Avante, Diogo estará disputando sua quarta eleição municipal pelo terceiro partido político em sua carreira. A saída da sigla pesou em virtude da disputa interna no PL pelo comando da sigla capitaneada pela família Ferreira (Jaboatão dos Guararapes) e o deputado federal Sebastião Oliveira.