Ceclin
jul 27, 2018 0 Comentário


Taça Paulista chega à fase de mata-mata com Sport e Vitória-PE

Vitória de Santo Antão é uma das equipes pernambucanas classificadas e enfrenta o Lusaca-BA nas quartas de final Foto: Caio Falcão/FPF/Divulgação

Vitória de Santo Antão é uma das equipes pernambucanas classificadas e enfrenta o Lusaca-BA nas quartas de final. Foto: Caio Falcão/FPF/Divulgação

Competição importante para a consolidação do futebol feminino, a primeira edição da Taça Paulista encerrou na quinta-feira (26/7) a segunda fase e conheceu as oito equipes classificadas para as quartas de final, entre elas Sport e Vitória de Santo Antão, únicas remanescentes das sete de Pernambuco que iniciaram o torneio.

Considerada como um ‘embrião’ para o fomento de uma espécie de Copa do Nordeste da modalidade, por reunir equipes dos nove estados da região, a taça entra na fase de mata-mata, onde as duas finalistas se enfrentarão neste domingo, no estádio Ademir Cunha.

Após golear o Ypiranga-PE por 11 a 1 e bater o Viana-MA por 3 a 1, o Sport empatou com o Lusaca-BA e ambos garantiram vagas nas quartas. Nesta sexta, as Leoas enfrentam o Ceará no Ademir Cunha às 15h, enquanto as baianas duelam contra o Vitória-PE às 10h, em um dos campos do Centro de Treinamento Wilson Campos, do Náutico.

O Tricolor das Tabocas se classificou também com um empate contra o Vovô cearense, após ter vencido os seus dois primeiros jogos pelo placar magro de 1 a 0, contra Jequié-BA e Cruzeiro-RN. Vitória-BA e Kashima-PB também duelam no CT alvirrubro, porém às 15h. Já Botafogo-PB e Menina Olímpica-CE duelam também às 15h, mas o jogo acontecerá no estádio Grito da República, em Olinda.

Náutico e Ypiranga foram as equipes pernambucanas eliminadas nesta segunda fase. América, Centro Limoeirense e Íbis deixaram a competição ainda na primeira fase.

O BRILHO DE ‘NOVOS’ TIMES
No futebol feminino, a lógica do ‘peso’ das camisas mais tradicionais nem sempre repete o cenário masculino. Apesar de classificar para as finais equipes já consolidadas no Nordeste, como Sport, Vitória e Ceará, alguns clubes que não têm um histórico expressivo no masculino atraem as atenções na Taça Paulista.

É o caso do Menina Olímpica, do Ceará. O time é considerado como o principal expoente do estado na modalidade. Tanto que serviu como base para o próprio Ceará fundamentar o seu departamento feminino.

Mesmo com o clube alvinegro captando boa parte do time principal para disputar a competição, o Meninas foi capaz de montar um time às pressas e alcançar a etapa de mata-mata, com uma faixa de idade entre 16 e 17 anos.

Técnico do time, Carlão Batista voltou a trabalhar com a modalidade aos 60 anos. Ele aponta a importância da Taça para expandir o mercado do futebol feminino. “É muito bom para outros profissionais terem oportunidade e até mesmo para as entidades incentivarem os nossos projetos”, ressalta. “As jovens também crescem não só como atletas mas como cidadãs também.”