Ceclin
out 09, 2011 3 Comentários


Taboquitas serão a base da seleção nacional

Folha de Pernambuco

Elas não estão jogando pelos principais times do Brasil, tampouco têm o mesmo destaque de Marta, a melhor jogado­ra do mundo. Mas as meninas do Vitória, no interior do Estado, estão roubando a cena no futebol feminino pernambucano e nacional. Nenhuma delas é natural do Estado, mas o quin­­teto formado pelas meias Thaisinha (SP) e Bia (SP), além da volante Maria (PI), da goleira Thaís Picarte (SP) e da atacante Ketlen (SC) irá para os Jogos Pan-Americanos “adotadas” como representantes locais.

No evento, considerado um trampolim para a revelação de novos talentos e consolidação de grandes atletas, elas terão a oportunidade de mostrar o que é que o Vitória tem. Afinal, nes­ta temporada, elas abocanharam o bicampeonato pernambucano e estão firmes na semi­final da Copa do Brasil, inclusive com um dos melhores públicos da competição. “O se­gredo deste ano foi formar uma equipe com bagagem em grandes eventos para buscarmos a Copa do Brasil. Conseguimos homogeneizar o grupo e elas estão se destacando”, comentou o diretor de futebol do Vitória, Paulo Mayeda.

Essa será a primeira vez que a seleção brasileira de futebol feminino terá uma base formada por jogadoras que atuam em Pernambuco. O Vitória, ao lado do Vasco da Gama (RJ), foi a equipe que mais recebeu con­vocações, ambas com cin­co atletas cada. Isso sem falar que o técnico Kleiton Lima divide a função de treinador tanto em Vitória de Santo Antão, quan­to pelo Brasil. Para algumas das taboquitas, como Thaís Picarte, Thaisinha e Bia, o Pan não será a primeira oportunidade com a Canarinho. Elas já defenderam a seleção em Mundiais.

Mais experiente do quinteto, Picarte voltou ao futebol brasileiro nesta temporada, após cinco anos na Europa. “Resolvi voltar por causa do Mundial, queria estar no Brasil. Me interessei pelo projeto do Vitória e pela paixão do clube em elevar o futebol feminino“, comentou a goleira, citando que não temeu perder visibilidade nacional por estar em um clube do interior do Nordeste quando o foco são as equipes do Sul e Sudeste. “Se não fôssemos disputar a Copa do Brasil poderia ser ruim. Mas como estamos em uma grande competição nacional e com uma boa campanha, o Vitória acabou surpreendendo e é bom porque gera curiosidade em cima do clube e elenco”.