Ceclin
mar 21, 2009 0 Comentário


Sudeste possui bem mais investimentos

Publicado em 21.03.2009

BRASÍLIA – O balanço dos primeiros 15 meses de existência da Lei de Incentivo ao Esporte, divulgado ontem pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, traz boas e más notícias. Nesse período, a captação de recursos junto a empresas cresceu no País mais de 600%, atingindo R$ 127 milhões, contra menos de R$ 20 milhões antes da lei (sancionada em 2006). Mas 60% dos investimentos em projetos financiados com os novos recursos estão concentrados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Juntos, os dois ficaram com mais de R$ 75 milhões do total arrecadado.
O ministro considerou os resultados “extremamente positivos” e justificou que a concentração de projetos no Sudeste ocorre porque a região detém mais empresas e maior capacidade de patrocínios. Mas reconheceu que há distorções na distribuição dos recursos e anunciou um plano para nacionalizar os benefícios da lei.
Ele admitiu também que há privilégios nos esportes de alto rendimento, sobretudo os mais divulgados na mídia, em prejuízo de modalidades, até mesmo olímpicas, de pouca visibilidade.
Para corrigir os desvios, Orlando Silva anunciou uma estratégia a ser colocada em prática a partir de abril. Consiste em realizar seminários regionais, qualificar gestores de programas esportivos nos estados e estimular empresas e corporações a utilizarem a lei.
O objetivo, segundo o ministro, é expandir a aplicação da lei aos diversos segmentos do empresariado e nacionalizar os projetos de incentivo aos esportes em geral. A lei permite que os patrocínios e doações para projetos desportivos e paradesportivos sejam descontados do Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas.
A captação, conforme contou o ministro, superou os 620% em 2007 e repetiu a dose em 2008. Graças a ela, o governo ampliou para R$ 132 milhões os investimentos nas diversas modalidades de esporte, beneficiando cerca de 1,5 milhão de pessoas em novos projetos.
(Jornal do Commercio).