Ceclin
mar 03, 2012 0 Comentário


Site aponta espécies invasoras no Nordeste

LISTA A publicação do Cepan, de 100 páginas, mostra 69 animais e 51 plantas originários de outros países ou áreas e que se tornam uma ameaça à biodiversidade de toda a região

Jornal do Commercio

A mais completa lista de espécies invasoras do Nordeste, com 69 representantes da fauna e 51 da flora, está disponível para download no site do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (www.cepan.org.br).

A publicação, de 100 páginas, mostra animais e plantas originários de outros países ou áreas e que se tornam uma ameaça à biodiversidade da região, por competir por espaço e alimento com os seres nativos.

Os biólogos consideram exótica ou introduzida a espécie proveniente de outro local. “Caso expanda sua distribuição no novo habitat, ameaçando a biodiversidade nativa, passa a ser considerada uma espécie exótica invasora”, ensina o biólogo Tarciso Carneiro Leão, um dos autores do estudo.

No Brasil, já foram registradas 386 espécies exóticas invasoras e 11.263 ocorrências de invasão, de acordo com o banco de dados nacional (http://i3n.institutohorus.org.br).

O relatório disponível para download lista as invasoras em sete Estados da Região Nordeste: Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Há animais de água doce, marinho-costeiro e terrestre, inclusive gato e cachorro, nominados pela designação comum e a científica. Entre as plantas figuram arbustos, árvores, ervas e trepadeiras.

O caso emblemático do teju em Fernando de Noronha, iniciado na década de 50 com dois casais transferidos do continente para devorar os ratos da ilha, é citado no livro. Hoje, a população estimada do lagarto é de dois a oito mil exemplares e, no lugar de ratos, há registros de que comem ovos de tartarugas-marinhas, que estão ameaçadas de extinção.

Frutíferas comuns como a mangueira, jaqueira e goiabeira também aparecem na relação. Em unidades de conservação de Pernambuco, como a Estação Ecológica de Caetés (Abreu e Lima) e o Parque Dois Irmãos (Zona Norte do Recife), há programas para a erradicação delas. As duas primeiras foram trazidas da Índia durante a colonização e a última veio do México.