Ceclin
jan 04, 2012 0 Comentário


Siqueira traça cenário político-eleitoral de 2012

Foto: divulgação Portal Vermelho

Em entrevista concedida ao Blog da Folha, o deputado Luciano Siqueira (PCdoB) faz um balanço dos 11 meses de mandato na Assembleia Legislativa de Pernambuco, traça o cenário político-eleitoral de 2012, particularmente a sucessão no Recife, bem como analisa a atual conjuntura econômica mundial e os impactos sobre o Brasil, bem como as demandas oriundas do novo ciclo de desenvolvimento de Pernambuco. Ele também explica o significado dos 90 anos do PCdoB a ser comemorado em março deste ano.

O mandato em 2011

O nosso mandato é um mandato de compromisso. Compromisso programático, compromisso com o PCdoB e compromisso com a população de Pernambuco com a qual nós interagimos na campanha e interagimos em nosso trabalho parlamentar. Desse ponto de vista, o nosso mandato conclui seu primeiro ano com muito êxito. Nossos compromissos tem sido cumpridos, nós temos tido uma atuação intensa, tanto no Parlamento, como fora do Parlamento, sempre perseguindo os problemas cruciais que interessam a Pernambuco e ao nosso País, à luz dos interesses fundamentais dos trabalhadores e do povo, seja nos projetos de lei que nós apresentamos, uns aprovados e outros em tramitação, seja em nossas intervenções nas comissões técnicas ou no plenário, seja com nossa presença na cena política, social e cultural do Estado.

O ponto de destaque do mandato tem sido a prestação de contas em tempo real, por meio do site e do Facebook, e a cada três meses na rua com o jornal impresso de balanço e síntese do trabalho que nós realizamos. Essa prestação de contas ao povo e ao partido é um dos compromissos fundamentais que nós assumimos na campanha, temos honrado e com ótimos resultados. Nós temos inclusive iniciativas de projetos de lei inspirados nas propostas e sugestões que nós recolhemos das pessoas.

O nosso mandato completa um ano comemorando um grande êxito, mas quero dizer que esse êxito é fruto de muitas coisas. Claro que é fruto do esforço do parlamentar, um militante comunista, orientado pelo PCdoB sempre tem chance de ter um bom desempenho, mas é também resultado do esforço coletivo, sincero, solidário, comprometido, de toda nossa equipe, de todos nossos assessores, de todos aqueles que estão envolvidos com nosso mandato. Que não apenas se empenha com amor, com consciência e determinação à tarefa que lhe cabe, mas também nos ajuda a estabelecer uma relação muito sincera, fraterna e verdadeira com a população.

Perspectivas para 2012

2012 será um ano de eleições municipais e embora estejam em disputa as prefeituras e as Câmaras municipais, na verdade são pleitos da maior importância porque se constituem na ante-sala da disputa geral de 2014, aí sim quando nós elegeremos um novo governador, deputados estaduais, federais, senadores e teremos a sucessão presidencial. Por isso, é natural que todos os partidos, sejam os que estão hoje apoiando o governo, sejam os de oposição, procurem se fortalecer no pleito deste ano. Todos os partidos, inclusive o PCdoB, porque será a forma de acumular forças para ter uma posição destacada no pleito de 2014.

No entanto, a minha expectativa é de que possamos desenvolver a atividade do nosso mandato com o compromisso sim com a campanha eleitoral dos nossos companheiros e companheiras do PCdoB ou de partidos aliados, sem perder, contudo, a aplicação, o esforço, de continuar fazendo um mandato consistente, qualificado, atento aos problemas de Pernambuco e do País e dos interesses fundamentais da nossa população.

Eleições municipais

Há uma análise precipitada, que a gente lê nos jornais, de que as tensões que tem acontecido nesse período pré-eleitoral entre os partidos da Frente Popular venha a resultar em fissuras irreparáveis durante o pleito deste ano. Penso que não, pois é impossível manter 15 ou 16 partidos unidos em todos os municípios, talvez seja possível na Capital e em munícipios maiores. Mas, mesmo que não seja possível, a disputa municipal certamente será travada entre os partidos que compõem a Frente Popular dentro de um espírito elevado, democrático e de respeito mútuo, sem prejudicar o projeto estadual e nacional no qual todos estão envolvidos. Eu acho que a Frente Popular estará unida na sucessão de Eduardo, como estará unida para renovar o mandato de Dilma Rousseff ou substituída por Lula, se for o caso, por exemplo.