• Ceclin
out 08, 2018 0 Comentário


SINTEPE: Defendendo a Constituição Cidadã

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Estamos vivendo os 30 anos da atual Constituição Cidadã, sendo ela tão nova e tenra quanto a democracia brasileira. Ela simboliza o renascimento de uma democracia construída através de muitos sacrifícios, com sangue derramado nas ruas e nos porões da Ditadura Militar. Esses 30 anos merecem um novo relevo de comemoração da Constituição Cidadã de 1988, não só pelo seu significado de guarida legal a um conjunto de direitos sociais, econômicos, políticos e culturais para o nosso povo e que precisam ser assegurados no arcabouço jurídico numa democracia moderna.

Essa comemoração dos 30 anos da atual constituição tem um significado especial devido ao quadro de instabilidade que o País vive desde 2015, com a crise política que agravou sobremaneira, a crise econômica que se abateu sobre o País no início daquele ano.

As perspectivas carregadas de incertezas, que poderão advir com o quadro político a ser delineado a partir da abertura das urnas de 2018 e da consagração do resultado eleitoral, impele os/as democratas brasileiros/as de raiz, os/as defensores/as dos princípios norteadores das democracias ocidentais, que estão consubstanciados nos pressupostos da Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade) a reafirmarem o apoio à Constituição Cidadã.

Parecer-nos-ia sermos redundantes ao proclamarmos a defesa intransigente desses princípios em pleno século XXI, há exatos 229 anos da Revolução Francesa e vivendo os 30 anos da Constituição Cidadã do Brasil, se a real política brasileira não se nos apresentasse dessa forma, com profundas incertezas políticas e insegurança jurídica de grande monta, que possam advir. Estamos assistindo nos meios de comunicação tradicionais e nas mídias sociais alternativas, uma profusão de ideias, pensamentos e opiniões, que de quão estapafúrdias são, estão gerando, em segmentos sensíveis da sociedade, um clima de desassossego e até de medo, acerca do quadro político que possa emergir das urnas apuradas.

Cabe-nos, enquanto categoria dos/as trabalhadores/as em educação, construtores/as inegáveis da formação de opinião, nessa conjuntura política, social e cultural conturbada, nos posicionarmos de forma contundente na defesa do legado civilizatório consagrado na Constituição Cidadã de 1988 e gritarmos a plenos pulmões: dela não abrimos mão!

Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco – SINTEPE