• Ceclin
mai 12, 2009 19 Comentários


Sessão da Câmara: muitas palavras, pouca ação

Na 15ª Sessão Plenária do mandato 2009/2012, iniciou-se as 20:08 hs do dia 11.05.2009, presidida pelo Vereador Manoel de Holanda.

Presentes: Vereadores Sylvio Gouveia (PSB), Manoel de Holanda (PMDB), Frazão (PR), Dr. Saulo (PSB), Novo da Banca (PSB), Jose Aglailson (PSB), Irmão Duda (PSDC), Sandro da Banca (PR), André Saulo (PMN) e Geraldo Enfermeiro (PSB).

Ausente: Everaldo Arruda (PSDB).

Continuando minha missão de narrar aos leitores os acontecimentos da Casa Diogo de Braga, mais uma vez pouco se tem à apresentar quanto a ações parlamentares na sala Juarez Cândido Carneiro

As 20:10 hs, o Vereador André Saulo é convocado à Doc. para substituir o 1º Secretário Everaldo Arruda, ausente mais uma vez do plenário. Após a leitura da ata anterior, iniciou-se o pequeno expediente, com a leitura de um ofício do Comandante do 21º BPM, relatando os serviços prestados na região de Jardim Ipiranga em especial, diante das cobranças feitas em plenário na Sessão passada.

Depois veio a leitura de vários extratos dos Ministérios da Educação e da Saúde. Apresentou-se também o projeto de lei 10/09, de autoria do Executivo, criando o novo Refis Vitória, com a leitura integral de todos as condições oferecidas pelo Município aos devedores do fisco municipal.
Por fim, a leitura de oito requerimentos, dentre eles, pedidos de reforma de praças, reposições de luminárias, calçamentos e um dos requerimentos que chama a atenção, o de apresentação ao governo do Estado para a revitalização do Rio Itapacurá, de autoria de Novo da Banca.
(na realidade temos que buscar maior e efetiva responsabilidade por parte do governo local. Está mais do que na hora de abraçar a emergente recuperação deste patrimônio vitoriense).

As 20:36 hs, antes do início do grande expediente, o presidente Mano Holanda, deu ciência do Convite para o aniversário do Vice-prefeito Henrique Filho (PR), que já se desenrolava na sede da AABB.

Para início do grande expediente, sobe a tribuna Geraldo Enfermeiro. Como sempre, buscando criticar as ações do governo atual, viu no calendário de coleta de lixo, distribuído pela cidade, um motivo para iniciar seu discurso. Que não entende porque a coleta de lixo tem escala de 3 dias por semana para os bairros que circundam o centro da cidade, quando no mesmo é todos os dias, acusando o governo atual de usar dois pesos e duas medidas.

Que é uma vergonha o estado de conservação da piscina da Faculdade da Criança, onde viu a água verde, por falta de tratamento. (não há justificativa é claro, mais no ano passado, esta mesma piscina estava nas mesmas condições, e um único vereador relatou o fato nos anais da Câmara). Que fiscalizará cada obra do Município, e se necessário for irá ao Ministério Público pedir providências. Que os ônibus escolares não estão cumprindo as rotas, (por falta de informação, não sabe ele que aumentaram mais oito rotas na área rural). Falou mais uma vez da escola de Laranjeirinha, onde encontrou as crianças comendo cuscuz com ovo na merenda (esqueceu que na semana antepassada, o mesmo citou arroz com ovo), provocando indagações e risos na galeria.
Voltou a história do presídio.
Citou que a quadra da Faculdade da Criança, feito com tanto amor, está em péssimo estado (esqueceu de dizer que a quadra tem sua estrutura principal feita de ferro velho, basta bater na ferragem e ouvir o mexilhão de ferrugem se movimentando internamente).
Critica a lotação de ônibus para substituição dos que ele não parece estar sabendo que dos nove, quatro estão com os motores batidos. Que é um absurdo a contratação de ônibus com servidores municipais dirigindo, que é uma ação administrativa perfeitamente normal. Fez alusão a imagem de uma criança de cinco anos repudiando o governo atual (em uma verdadeira manifestação a imbecilidade).
Finalizou, pedindo votos de aplauso ao Sr. Pedro Ferrer, pelos trabalhos realizados frente ao Instituto Histórico e Diretoria de Cultura.

As 20:51 hs, sobe Jose Aglailson, falando da implantação de fornecimento de 18.000 litros de água por hora (só não disse aonde). Falou da invasão do engenho Santa Cristina, invadido por sem terras. Quem autorizou? (Quem, quem quem?)

Que até hoje, ninguém sabe de quem é a propriedade de Pacas (mais não diz que ele tentou ficar com a propriedade para o Município, sem êxito). Falou também da possibilidade de vinda de presídio estadual para Vitória, e que só este ano, já foram quase 80 assassinatos (!) em nossa cidade. Falou de possíveis desentendimentos internos no atual governo, citando aliados e Secretário de Turismo.
Falou que nunca saiu de partido (mas a história não conta isso). Falou também da Faculdade da Criança, uma de suas grandes obras (com gastos que daria para construir no mínimo três).
Falou mais uma vez das acusações de rombos deixados pelo mesmo, e relatou cinicamente que o País deve, o Estado deve, porque só ele não pode deixar débitos.
Voltou o discurso mais uma vez para as eleições passadas. Falou do orgulho de ter dado mais de três mil empregos em seus oito anos de governo. (estudos recentes apontam que em 08.2001 o Município gastava R$ 653 mil com todos os funcionários, num total de 1.856, já em 03.2008, gastava-se R$ 3.360.000,00 com 4.181 servidores, sem contar os aposentados).
E como de praxe, no final do discurso, parece que incorpora um cabloco zambeteiro. Em total delírio, falou que quando entrou no governo, o Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNB estavam quebrando, e ele foi buscar recursos federais para salva-los.
Que o concurso foi totalmente honesto, e que o mesmo patrocinou um cursinho especial para aprovar os vitorienses aprovados, e que mais 275 servidores vão ainda tomar posse. (não foi ainda apresentado pelo governo à presidência da Câmara, o seu líder em substituição a Pedro Queiroz – PPS).

As 21:17 hs, subiu a tribuna Novo da Banca, com requerimento de votos de aplauso a Associação dos Deficientes (ADVISA), na pessoa de Alexandre Rogério Nascimento, e destaque para o apoio do presidente da Casa referida associação.

As 21:22 hs, por fim, sobe a tribuna André de Bau, falando de sua participação em conjunto com Frazão, nas comissões de Alimentação Escolar e Educação, fez requerimento para capacitação das merendeiras, na busca de uniformização de procedimentos alimentares no âmbito das escolas municipais. Apresentou também, requerimento para criação de programa por parte do governo atual, para distribuição de computadores aos professores municipais, com exclusão dos servidores que prestam serviço ao Município e Estado ao mesmo tempo.

As 21:29 hs, iniciou-se a ordem do dia, colocado em votação o Projeto de Lei 09/2009 do legislativo, concedendo título honorífico ao cantor Duda da Passira, aprovado por unanimidade.

Em votação também o Projeto de Lei 10/2009 do Executivo, sobre a implantação do Refis Vitória, com oito assinaturas pela dispensa de Comissão, aprovado.

Após a aprovação, Sylvio Gouveia acordou, afirmando ao presidente que há um acordo para não se passar projetos com dispensa de comissões. (prática exercida indiscriminadamente pelas duas legislaturas anteriores, onde 7 vereadores da atual legislatura conviveram com a situação, sem grandes reclamações).
O presidente abriu a tribuna ao vereador Sylvio Gouveia, que afirmou não concordar com esta prática (agora).
Geraldo Enfermeiro, também subiu a tribuna para pedir cópia do projeto e falar de sua indignação de tal atitude (sendo ele o maior dispensador de comissões da história da cidade).
Os requerimentos foram aprovados em bloco, a pedido do vereador Frazão.

As 21.41 hs, encerrou-se a Sessão a um custo total de R$ 1.196.000,00 nos quatro meses e onze dias de mandato decorrentes, com a próxima Sessão marcada para o dia 19 de maio, e a pedido dos vereadores, neste mês de maio as 17:00 hs.

por Elias Martins,
Colunista do Blog.