Ceclin
ago 28, 2013 0 Comentário


Servidores federais querem antecipação da última parcela do reajuste

A antecipação da última parcela do reajuste de 15,8%, negociado em 2012, será o foco dos servidores federais no segundo semestre. O argumento para a reivindicação é o aumento da inflação registrado nos últimos meses e as previsões para 2014.

Estudo feito pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) prevê um acumulado de 18,48% da inflação de 2012 a 2014, segundo projeções feitas por economistas para o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo). Ou seja, considerando o IPCA acumulado durante o ano de 2012, já verificado, e as projeções de 2013 e 2014 a inflação acumulada no período será de 18,48%, o que supera o índice de 15,8% considerado no reajuste negociado.

Diante deste cenário, a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) encaminhou, no início de julho, um ofício com os estudos do Dieese à secretaria-geral da Presidência da República com o intuito de retomar as negociações com o governo com vistas a antecipar a parcela. O mesmo ofício já havia sido encaminhado ao Ministério do Planejamento.

A previsão dada pela Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do Ministério do Planejamento para a retomada das negociações das demandas pendentes com as categorias que assinaram o acordo com o Governo em 2012 foi o mês de setembro.

A justificativa do Planejamento é que os servidores que não assinaram o acordo são prioridade no momento. Neste contexto estão o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Agências Reguladoras, Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e Polícia Federal.

“O que é de se estranhar é que apesar de serem considerados prioridade, nem os servidores do Dnit e DNPM têm conseguido avançar na negociação com o governo. Tanto é que desde o dia 25 de junho, os colegas do Dnit estão em greve, cobrando direitos de extrema justiça, como a equiparação dos vencimentos com os salários pagos pelas agências reguladoras. Que tipo de prioridade é essa?”, questionou o secretário geral do Sindicato dos Servidores Federais no Estado de Pernambuco (Sindsep-PE), Sérgio Goiana.

 com informações da Assessoria.