Ceclin
mar 22, 2017 0 Comentário


Servidores do IFPE-Barreiros participam de curso na UFPB sobre Identidade Racial

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O objetivo da participação no evento foi consolidar o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas no Campus, que ainda está em fase de estruturação.

No Brasil, os direitos dos negros são historicamente negados desde a vinda da África para cá, quando foram trazidos à força, em navios de condições desumanas, para servir os colonizadores da terra como escravos.  Séculos se passaram, a escravidão acabou há quase 130 anos e as reivindicações do movimento negro foram atualizadas, mas estão longe de acabar. Ainda faltam, entre muitas outras coisas, melhores oportunidades de trabalho, políticas públicas e respeito à cultura e herança histórica.

Para discutir e entender melhor estas e outras questões, servidores do IFPE-Barreiros que representam o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi), estiveram na Universidade Federal da Paraíba participando do Minicurso “Identidade Racial: história e ambiguidades” e da Oficina “Subjetividade Negra”.  O evento foi realizado de 15 a 17 de março e teve a participação da professora Jaqueline Alves e dos bibliotecários Kennedy Albuquerque e Edílson Targino.

Coordenador do Neabi de Barreiros, Edílson Targino destacou a importância de trocar experiências com outros núcleos de estudos mais consolidados. Segundo ele, as discussões do grupo em Barreiros ainda são iniciais: “Foi importante pra conhecermos pessoas que tem mais experiência na militância do movimento negro e direcionarmos o trabalho a ser implantado pelo núcleo de Barreiros. Futuramente, pretendemos fazer parcerias”, destacou.

A professora do curso técnico em Hospedagem Jaqueline Alves destacou que todo o conhecimento adquirido nesses três dias de curso vai contribuir não só com o Neabi, mas também com o dia a dia em sala de aula:  “a maioria dos nossos alunos são negros, embora não assumam essa ancestralidade. É importante que esses estudantes aprendam sobre o papel do negro na história e reconheçam a sua própria cultura.  O encontro deu subsídios para a atuação do professor no incentivo à valorização da identidade racial”, conclui a professora.

Assessoria