Ceclin
mar 13, 2013 0 Comentário


Sérgio Goiana, da CUT/PE, defende uma maior cobrança junto ao Governo

Entrevistado na manhã desta quarta-feira (13), no Programa A Voz da Vitória pela Rádio Tabocas FM (98,5), Sérgio Goiana, coordenador geral do Sindsep-PE e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) abordou quatro importantes tópicos do funcionalismo público federal, a exemplo da Negociação Coletiva, o Fator Previdenciário e a redução da jornada de trabalho, além da Campanha Salarial 2013, iniciada na terça-feira (12).

Para Sérgio Goiana, um importante passo na luta pelas reivindicações (algumas históricas), seria o encaminhamento através da presidência da República, juntamente com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), para que tanto a esfera federal , os prefeitos e governadores debatessem de forma compulsória com os respectivos sindicatos a pauta dos seus servidores.

A respeito do fator previdenciário, Goiana declarou que o Sindicato dos Servidores Federais no Estado de Pernambuco se posiciona contrário a questão, em razão da proposta de tempo de trabalho para aposentadoria ter sido sinalizada pela Presidente Dilma Rousseff (PT), na condição de que para homens 60 anos de idade + 35 anos de contribuição; já para as mulheres 55 anos de idade + 30 anos de contribuição. Para o sindicalista, a questão precisa ser melhor discutida e defende que a jornada de trabalho poderia ser reduzida de 44 para 40 horas semanais. “Uma grande dificuldade é que estas pautas estão no Congresso Nacional, porém não têm avançado”, salientou.

A respeito da Campanha Salarial 2013, Sérgio Goiana confirmou que existe um acordo com o Governo Federal referente a um parcelamento de reajustes nos anos de 2013, 2014 e 2015, distribuídos em forma de gratificação e mesmo com esse acerto existem pontos pendentes na pauta, como a igualdade de benefícios expostos em alguns projetos de lei. Para ele é preciso a presença em massa dos associados nas assembleias para forçar a negociação junto ao Governo.

Na avaliação de Goiana, o Governo Dilma Rousseff tem sido muito duro na questão de negociação com os servidores, já que existe o preceito de que o Governo não é obrigado a fechar acordo com a categoria. Os acordos estão sendo feitos diretamente via Ministério do Planejamento, pois mesmo estando na Constituição Federal que o salário dos servidores teriam aumento automático anualmente, o aumento não é concedido. “Nem tudo que está na Constituição é cumprido, assim como o salário mínimo que seria para se alimentar, se vestir, se divertir, mas no fundo não se faz nada com ele. Então, se não nos mobilizarmos, nossos direitos não sairão do papel”, lembrou.