Ceclin
jun 28, 2018 0 Comentário


Sem ministro negro, Temer cria cota racial de 30% para estagiários

Foto: Alan Santos/PR

Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste assinaram termo de compromisso aderindo à política de reserva de vagas para negros. Foto: Alan Santos/PR

Intenção do Ministério dos Direitos Humanos é de que ela seja estendida para o Ministério Público

O presidente Michel Temer assinou decreto nesta quinta-feira (28/6) que garante que 30% das vagas de estágio na administração pública sejam destinadas a jovens negros.

A criação da cota racial será publicada nesta sexta-feira (29) no “Diário Oficial da União” e a intenção do Ministério dos Direitos Humanos é de que ela seja estendida para o Ministério Público.

Segundo o secretário nacional de Igualdade Racial, Juvenal Araújo, a adoção do percentual é facultativa e depende da adesão das empresas públicas. “Todos os órgãos do governo federal com certeza farão essa adesão. Hoje, tivemos a Petrobras, o Banco do Nordeste, a Caixa e o Banco do Brasil. O direcionamento é para que todos façam”, disse. Em discurso, no Palácio do Planalto, o presidente disse que está dando “mais oportunidades a uma população que enfrenta histórico de exclusão”.

Hoje, contudo, nenhum dos 29 ministros é negro. A única representante do movimento era a desembargadora aposentada Luislinda Valois, demitida em fevereiro do comando dos Direitos Humanos.”Isso é um documento histórico de inclusão social. Nós estamos dando mais oportunidades a uma população que enfrenta histórico de exclusão e que é vitima das mais diferentes formas”, disse.

No evento, o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, lembrou que o percentual adotado é superior aos 20% previstos na lei de cotas raciais para vagas em concursos públicos.  “A assinatura do decreto demonstra o comprometimento do governo federal com a promoção dos direitos humanos”, disse. Segundo a pasta, as vagas reservadas em processos seletivos de estagiários serão abertas à concorrência de candidatos que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição, conforme o quesito cor ou raça do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Com informações da Folhapress.