Ceclin
ago 03, 2014 0 Comentário


Se não fosse o Instituto Histórico da Vitória, o Monte das Tabocas não seria lembrado

A Batalha do Monte das Tabocas completa 369 anos neste 03 de Agosto. O aniversário deste fato foi comemorado pelo Instituto Histórico e Geográfico da Vitória de Santo Antão (IHGV), no Teatro Silogeu na sexta-feira (1º). Saudado pelo Presidente do Instituto, Pedro Ferrer, que abriu a solenidade, o ato não deixou que este legado histórico passasse em ‘branco’ na Terra das Tabocas.

A Batalha travada entre os holandeses e os luso-brasileiros em 03 de agosto de 1645, derrotou os invasores tornando-se marco decisivo na luta pela defesa das terras brasileiras. Este acontecimento inclusive determinou também o nome da cidade. Personalidades como outros nobres heróis a exemplo de Pedro Ribeiro, Domingos José Martins, Frei Caneca, se eternizaram na construção da liberdade.

No evento, três personalidades foram homenageadas recebendo a Comenda do Instituto, a odontóloga Diva Holanda Bastos, e os professores Severina Andrade Moura e Erasmo José de Almeida. Ainda na programação, o professor José Ernane Souto Andrade (UNICAP) proferiu palestra abordando o feito histórico. Novos sócios também foram inseridos à entidade, a exemplo do cronista Stephen Beltrão e o antropólogo Cristiano França.

Na comemoração de mais um aniversário da Batalha, apela-se aos gestores do Município a salvar o símbolo vitoriense – Monte das Tabocas. O Sítio Histórico tem um potencial turístico incalculável, não basta tê-lo capinado e caiado. Chega de mistificação, o Monte é um símbolo pátrio e necessita de forte e urgente intervenção, considerando os seus aspectos históricos e ambientais.

Incompetentes no trato com a coisa pública, a atual gestão da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes da Prefeitura da Vitória de Santo Antão é culpada por este abandono no Monte das Tabocas. É uma gestão destruidora dos valores culturais da Vitória de Santo Antão e que se descredenciou da confiança dos segmentos ligados à cultura e ao turismo. Esta turma repete o que já é roteiro oficial a centenas de anos, tendo em vista que a Prefeitura de Vitória mantém o ‘feijão com arroz’, fazendo apenas sua obrigação que é o hasteamento das bandeiras, procissão e corrida.

Os gestores de Elias e Joaquim Lira tratam o abandono dos equipamentos públicos de cultura conscientemente. Este abandono não é mero acaso: demonstra a falta de vontade política em permitir que a população seja atendida por políticas públicas de cultura, sobrando dinheiro para shows de bandas de plástico e não para a cultura vitoriense.

Teatro Silogeu lembra o 03 de Agosto em 2014. Fotos: José Sebastian / A Voz da Vitória