Ceclin
out 12, 2011 0 Comentário


Sadia pode produzir margarina no Estado

Terceirização de serviço abre possibilidade para fábrica

Folha de Pernambuco

O Conselho Estadual de Política Industrial, Comercial e de Serviços (Condic) aprovou, semana passada, 46 concessões de incentivos fiscais do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe), para indústrias, centrais de distribuição e importadores atacadistas. O Condic também apresentou pareceres favoráveis para a terceirização de serviços de três empresas. Entre elas, a Sadia S. A., que irá produzir margarina para o mercado pernambucano.

De acordo com o secretário executivo de Desenvolvimento de Negócios, Roberto Abreu, isso pode ser um passo para uma possível nova fábrica. “Eles podem estar fazendo isso para testar o mercado. Para ver como o produto reage frente à concorrência”, ponderou. Em relação às outras, o diretor acredita que o processo se dá devido a algum tipo de dificuldade de servir à demanda.

Em relação às indústrias, foram 35 incentivos aprovados, somando R$ 3,57 bilhões em investimentos. O maior diz respeito à Companhia Petroquímica de Pernambuco (Petroquímica Suape), que terá um incentivo de R$ 135,8 milhões. O recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é estimado em R$ 58,2 milhões e o investimento total da empresa é de R$ 3,5 bilhões, gerando 789 empregos. “O projeto havia sido aprovado antes, mas a produção começa agora, em janeiro de 2012. Antes era só para atrair a empresa”, explicou o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper).

Para que não houvesse dúvida sobre o andamento dos contratos da Petroquímica, o diretor de Atração de Investimentos da AD Diper, Aymar Soriano, explicou o que levou o Condic a aprovar um novo acordo. “Esse novo projeto só foi feito devido à composição societária, simplesmente isso. Antes ela era formada pela Petrobras e outras empresas, mas essa sociedade não evoluiu. O objetivo do anterior era atrair a empresa, mas agora temos dados mais explícitos. Eles vão produzir PTA (tipo de poliéster)”, afirmou.

Os projetos de importação (seis, no total), estimam importar anualmente, juntos, R$ 63,6 milhões. Com isso, o recolhimento, também anual, passaria a ser R$ 9,8 milhões. O terceiro modelo de projetos – centrais de distribuição – terá transferências anuais na ordem de, aproximadamente, R$ 77 milhões. As compras para o mesmo período giram em torno de R$ 8,7 milhões. Para o governo, o recolhimento de ICMS fica em R$ 9,4 milhões.