• Ceclin
mar 09, 2009 13 Comentários


Sadia espera aprovar financiamento

GOVERNADOR e diretoria da empresa conferiram fábrica

RAFAELA AGUIAR

O Banco do Nordeste (BNB) deve aprovar, na próxima semana, o contrato de financiamento no valor de R$ 244,3 milhões para terminar a construção da fábrica da Sadia, avaliada em R$ 338 milhões, no município de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul. Esse dinheiro é bastante esperado pela empresa que, depois de um prejuízo de R$ 760 milhões em 2008 e da crise econômica, precisou rever seus planos para não suspender as obras da unidade, já que estava tocando com recursos próprios.
A fábrica começa a operar a primeira linha de produção ainda este mês, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A data deverá ser definida na segunda-feira.
Em janeiro, o BNB liberou um empréstimo-ponte de R$ 50 milhões que, segundo o presidente da instituição financeira, Robert Smith, foi primordial para não adiarem as atividades da fábrica. “Não há problemas com o projeto, que foi encaminhado para o comitê e, em seguida, será levado para a diretoria. Fomos surpreendidos pela crise. Depois da aprovação do contrato, em dez dias liberamos a primeira parcela, cerca de R$ 90 milhões”, disse, durante visita ontem à unidade fabril, junto com o governador Eduardo Campos, o presidente do conselho da Sadia, Luiz Fernando Furlan, e o diretor-presidente, Gilberto Tomazoni. O empréstimo-ponte será abatido ao longo da liberação do financiamento.
Diante da crise, foi cogitado pela Sadia o adiamento dos planos no Nordeste, mas, como essa é a primeira fábrica na Região, concentrou-se esforços para continuar as atividades. “Adiamos os planos no Sul, em Mafra (SC), e a segunda fase da planta em Lucas Rio Verde (MT), que seria uma abatedor de suínos.
A visita de Smith é uma oportunidade de dizermos que a fábrica não é um sonho”, contou Furlan. O início da produção se dará aos poucos, pois a ampliação dependerá da demanda. A primeira linha será de mortadela, que representa 44 mil toneladas por ano da capacidade total da fábrica (150 mil toneladas por ano de mortadela, apresuntado, lanches, salsichas e linguiças).
Nessa linha, trabalharão 200 pessoas em um turno, sendo que 120 já foram contratadas. A capacidade total da linha de mortadela é de 400 pessoas em três turnos. A previsão é de que, em três meses, inicie a produção em dois turnos e outras linhas, como apresuntado. O empreendimento irá gerar 1,5 mil empregos diretos e 4 mil indiretos. A chegada da mortadela pernambucana às prateleiras acontecerá de imediato e todas estarão com uma embalagem exclusiva indicando que é produzida no Estado.

(Folha de Pernambuco).

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