Ceclin
nov 06, 2008 1 Comentário


Royalties de petróleo vão para os mais ricos

Estudo apresentado ontem (05) pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) mostra que mais de 80% dos recursos dos royalties de petróleo distribuídos aos municípios brasileiros estão sendo canalizados para microrregiões de alta renda ou melhor dinâmica econômica.

O trabalho, encomendado pela direção do Ipea e assinado pelos economistas Bruno de Oliveira Cruz e Márcio Bruno Ribeiro, sugere que o Governo promova um plebiscito para redefinir a destinação do dinheiro que será arrecadado com a exploração do pré-sal.
Os autores defendem que o Brasil siga o exemplo bem sucedido de países e estados que criaram fundos permanentes com as receitas públicas do petróleo, como Noruega, Alasca (EUA) e Alberta (Canadá).

Nesses locais, o dinheiro arrecadado pelo governo é, na sua maior parte, poupado para o futuro – como uma poupança de pai para filho. Com essa medida, esses países não só conseguiram proporcionar uma distribuição mais justa dos recursos entre as gerações, como evitaram algumas conseqüências econômicas indesejáveis que muitas vezes se verificam em países ricos em recursos naturais.
“A dita maldição dos recursos naturais não é inevitável. Existem países que conseguem fugir dessa maldição”, disse Cruz.

No caso do Brasil, entretanto, os economistas do Ipea detectaram sinais de que estamos no caminho errado, porque 60% dos recursos arrecadados pelo poder público são descentralizados para estados e municípios e acabam sendo concentrados nas mãos de poucos governadores e prefeitos. (Folha de Pernambuco).


» ECONOMIA MUNDIAL
Pré-sal é viável mesmo com petróleo a US$ 35
Publicado em 06.11.2008

A cotação mínima do preço internacional do petróleo para viabilizar economicamente a exploração da camada do pré-sal é de US$ 35 por barril, comentou o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima. “Todos os projetos estratégicos que estão sendo feitos no mundo inteiro, no mundo do petróleo, inclusive o pré-sal, levam isso em conta: US$ 35 como patamar mínimo”, disse Lima, ao deixar a Câmara dos Deputados, onde participou da cerimônia de comemoração dos 20 anos da Constituição.
Essa cotação mínima já havia sido mencionada por analistas do setor de petróleo. Hoje, o contrato do barril para dezembro em Nova Iorque – o mais negociado – fechou em US$ 65,30, com queda de 7,42% em relação ao dia anterior.
Lima admitiu que a comissão interministerial que analisa mudanças no marco regulatório do setor para a futura exploração do pré-sal tem levado em conta a crise financeira internacional.
Ele ressaltou que o principal ponto avaliado é justamente o preço do produto. A última reunião da comissão foi na segunda-feira.
Haverá pelo menos mais uma reunião até o fim do mês, antes do encaminhamento das conclusões ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A intenção é encaminhar ao presidente um relatório com alternativas para que seja escolhido o modelo ideal. “Mas não será uma coisa desorganizada. A proposta terá uma linha dorsal, com alternativas no meio”, disse Haroldo Lima. (Jornal do Commercio).