Ceclin
abr 20, 2020 0 Comentário


Roer unhas é um hábito perigoso nesses tempos de Coronavírus

hábito-de-roer-as-unhas_Fábio-Guimas

Nunca se ouviu falar tanto sobre a importância de lavar e higienizar as mãos, em tempos de Coronavírus. Aqueles que têm a mania de roer unhas acabam facilitando a exposição do organismo a infecções e doenças causadas por vírus, bactérias e fungos.

O hábito, também conhecido como Onicofagia, afeta pessoas de todas as idades e geralmente está relacionado a alguma situação de ansiedade e nervosismo. E com o isolamento social devido à pandemia mundial do Covid-19, a mania de roer as unhas deve ser eliminada.

Segundo o dentista Willian Ortega, roer as unhas facilita o crescimento de bactérias na cavidade oral podendo afetar dentes e gengivas, já que os pedaços das unhas roídas são cortantes, além de causar mau hálito.  Também:

O movimento feito para roer as unhas pode causar alterações na mandíbula como estalos e dor ao mastigar.
Quem tem esse hábito está mais propenso a desenvolver bruxismo, que causa o ranger dos dentes inconsciente, aumentando a sensibilidade dentária.
Para as crianças que estão em fase de desenvolvimento dos dentes e que tem esse hábito, há o risco de má-oclusão e problemas de alinhamento da arcada dentária.
Ao roer as unhas é natural fazer uma pressão maior nos dentes. Isso ocasiona o desgaste do esmalte, deixando os dentes mais desprotegidos e propensos à formação de cáries e gengivite. Em casos mais graves o desgaste do esmalte pode ocasionar fissuras e fraturas.
Quem utiliza aparelhos ortodônticos os riscos podem ser ainda maiores, já que o aparelho pressiona propositalmente os dentes. Ao roer as unhas pode acontecer desalinhamentos e complicações para a arcada.
O ato da onicofagia vai além da boca, podendo causar problemas digestivos e estomacais pelo acúmulo de bactérias.
Em alguns casos, as bactérias vindas da unha podem ser a causa de episódios de diarreia, infecções respiratórias e até apendicite.
Esteticamente também prejudica o crescimento das unhas e altera o seu formato, além de abrir precedente para infecções nas unhas e dedos.

“Existem pacientes que optam por utilizar bases com gosto ruim ou até mesmo pimenta. Mas há situações que o dentista pode indicar o uso de protetor bucal, assim como é feito no caso de bruxismo ou problemas na ATM. A placa evita tanto o desgaste do esmalte como também protege os dentes de possíveis fraturas”, explica Ortega. Mas o mais importante, principalmente nesse momento de pandemia, é eliminar de vez esse hábito que só prejudica a saúde geral.