• Ceclin
dez 03, 2009 0 Comentário


Reforma da Câmara de Vitória foi questionada pela oposição


A Sessão da Câmara de Vereadores da Vitória de Santo Antão ocorrida na noite dessa terça-feira (01), contou com a presença da maioria dos parlamentares, com exceção do vereador José Aglaílson que está licenciado.



Abrindo o grande expediente, usou a tribuna o vereador André de Bau (PMN), fazendo um pedido verbal ao plenário da Casa para a liberação de recursos destinados aos estudantes vitorienses que irão participar do 38º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), marcado para acontecer em Minas Gerais, entre os dias 10 a 13 de dezembro deste ano. Aproveitou para citar a importância dos Estudantes e da Juventude para o desenvolvimento do nosso País, citando que essa geração de jovens é o presente e o futuro da nação.

Adiante, cobrou um Requerimento apresentado pelo mesmo, meses atrás, referente ao transporte coletivo que com destino ao Distrito de Pirituba, no qual citava que não havia acesso deste transporte até o interior da comunidade de Caiçara.

Lembrou que o fez em solicitação de vários moradores daquela comunidade, ressaltando que esse pedido não está sendo atendido pelo Poder Público, nem tampouco pelo proprietário da empresa que usa a concessão da citada linha.



Neste tempo, foi cedido um aparte ao vereador Geraldo Enfermeiro (PSB), ao qual citou a problemática do transporte coletivo no Município, frisando especificamente a linha Vitória/Jussaral, citando os riscos que os usuários deste transporte sofrem por falta de segurança nos veículos D 20, além de ônibus que segundo ele, está sem manutenção.

O parlamentar se diz preocupado ainda com a via de acesso ao Distrito de Jussaral, lembrando que até 100 metros da entrada do Distrito do Cabo trata-se de terras da Vitória de Santo Antão, alegando portanto, que quem mais depende deste transporte é precisamente os usuários de Vitória.

Mencionou no aparte, os acidentes ocorridos na Via PE 45, afirmando que as ocorrências de casos na rodovia esteja condicionada a péssima qualidade em que se encontra.

Para o vereador André de Bau, aproveitando a oportunidade citou a problemática do abastecimento d’ água no bairro do Cajueiro, em Vitória, contando que há filas enormes, além do fato de causar inúmeros constrangimentos aos moradores.



Ele revelou que aquela comunidade depende da busca de água, devido a Compesa não procurar disponibilizar água naquela comunidade.

Além de denunciar que a água que é disponibilizada é escassa para a grande demanda. Confessou que ele próprio em uma de suas muitas obras atribuídas à população vitoriense, tomou a iniciativa de construir um poço artesiano em Cajueiro a fim de minimizar a escassez, porém lembrou que é de responsabilidade da Compesa executar uma rede de água no local.



Logo adiante, o vereador Geraldo Enfermeiro tentou pontuar críticas, afirmando serem construtivas, relativas a tal obra que a Câmara de Vereadores licitou. Para Geraldo há um desrespeito do Presidente da Câmara, Mano Holanda, com os demais colegas pelo fato de não consultá-los.

Querendo fazer comparação (!) acabou afirmando que em outras gestões da Mesa Diretora da Casa Diogo de Braga, todos os presidentes consultavam os legisladores e que dessa vez, foi diferente.



Geraldo questionou ainda neste projeto de reforma predial da Câmara a pretensão de construir um estacionamento.

“Seria o caso de desapropriar a Praça do Anjo, defronte à Câmara? Vale lembrar que esta Casa é um prédio tombado pelo patrimônio, prédio histórico em nossa cidade, fico assim a imaginar o que esta nova reforma traria para nossa Casa tendo em vista que a primeira empresa a requerer o edital não estava em condições de disputar”, ressaltou o vereador Geraldo Enfermeiro.

Sem pestanejar nas críticas, ressaltou o desrespeito, segundo ele, com os seus colegas. Argumentando que o quantitativo de funcionários comissionados na Casa não é equilibrado, bem como, segundo o mesmo, houve desrespeito com o vereador Sylvio Gouveia (PSB); o qual afirma não ter ao menos uma secretária, com proventos de salário mínimo no seu gabinete.

Afirmando que tudo isso se estabelece em razão dos problemas pessoais existentes entre os dois.

Na ofensiva, o Presidente Mano Holanda (PMDB) defendeu-se ressaltando a importância desta reforma “e que não é uma obra milionária”, como disse em nota enviada ao Blog do Jamildo nessa semana.

Pedro Queiroz (PPS) entra em cena como de praxe apegado ao seu vocabulário metódico, pelo qual lamentou a falta de atenção por parte do Governo Municipal para com os vereadores em não atender aos requerimentos aprovados pelo plenário legislativo.

Em sua intervenção lembrou a desorganização financeira que o prefeito Elias Lira havia encontrado na Prefeitura e do “esforço que vem fazendo para organizar a cidade”.

Frisou que este quadro de desorganização na Prefeitura foi deixado pela gestão anterior. “É fácil chegar um cidadão e querer ser Fisioterapeuta, ou querer diploma de médico. Quando eu pego a casa cheia com muito dinheiro eu faço tudo, mas líder é aquele que pega a casa vazia, organiza e a coloca no devido lugar. O problema do prefeito Elias Lira é a má comunicação. Isso implica muito no desenvolvimento das atividades. Eu fui escolhido pelos vereadores para tirar o chocalho do pescoço da onça. Vou e tiro! Pois eu não sou submetido a ninguém! Só ao povo”, bradou.

Por Gilberto Júnior.