Ceclin
fev 20, 2016 0 Comentário


Recuperação de Weverton está “acima da média” após transplante de intestino

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do Gazeta News

Depois de dois meses de espera no Jackson Memorial Hospital, o jovem pernambucano Weverton Fagner Gomes, de 19 anos, finalmente foi submetido a um transplante de intestino, no dia 10 de fevereiro, aos cuidados da equipe do médico brasileiro, Dr. Rodrigo Vianna.

De acordo com sua família, a cirurgia durou oito horas e foi bem sucedida. O jovem passou alguns dias na UTI e já está no quarto do hospital, onde sua recuperação está “acima da média”, segundo seu pai, Bira. “Weverton está se recuperando bem e lentamente, ainda está ligado em vários aparelhos, toma vários medicamentos, mas já está caminhando no hospital”, disse Bira. “Não há previsão de alta, pois segundo os médicos, cada recuperação é única, mas eles disseram que Weverton está acima da média”.

O jovem de 19 anos finalmente embarcou para Miami em um voo fretado pago pelo governo brasileiro, depois de uma espera de quatro meses para aprovação do Ministério da Saúde, que concordou em pagar os custos da cirurgia nos Estados Unidos. Os pais de Weverton o acompanharam desde o Brasil e estão morando em um apartamento em Downtown Miami, perto do hospital.

No dia 16 de julho de 2015, Weverton foi operado de apendicite, mas, dias depois, os médicos descobriram uma trombose no intestino do jovem. Segundo sua família, não ficou comprovado se seu problema foi um erro médico. Por causa disso, 90% do órgão precisou ser retirado. Para custear a cirurgia, a família do adolescente, de Vitória de Santo Antão (PE), precisaria arrecadar cerca de R$ 4 milhões até que recorreu à Justiça. O Ministério da Saúde concordou em pagar pela cirurgia. Em paralelo, uma campanha feita na internet, entre amigos e familiares, conseguiu arrecadar R$ 500 mil.

A estimativa é que Weverton fique pelo menos mais um ano em Miami para se recuperar completamente antes da alta. “A recuperação é lenta. Ele está tomando imunossupressores para evitar a rejeição. Segundo os médicos, é melhor ficar mais tempo aqui por medo de chegarmos no Brasil e não termos um bom acompanhamento médico para o caso”, disse Bira. “O transplante não é uma cura, mas um tratamento que tem que ser feito para o resto da vida”.

Juninho e Pedrinho

A família de Weverton tem contado com o apoio de amigos e, principalmente, de outros que passam pela mesma situação. Entre eles está Juninho, que passou pelo transplante de intestino em 12 de julho, e Pedrinho, que aguarda novo transplante depois de sofrer rejeição do órgão transplantado.
Juninho se recupera bem e, segundo Bira, pode ter alta em alguns meses.

No caso de Pedrinho, depois de finalmente passar por um transplante de intestino no dia 2 de março de 2015, o órgão foi rejeitado e meses depois precisou ser retirado.
A criança precisa entrar novamente na fila do transplante, que agora precisa ser multivisceral.

Para entrar na fila, no entanto, o transplante precisa estar pago e sua mãe, Aline da Lavra, informou que pretende entrar na justiça brasileira para pedir que o Ministério da Saúde custeie o transplante. Além disso, ela reiniciou a campanha para arrecadar doações nessa corrida contra o tempo.

Pedrinho, hoje com dois anos e meio, nasceu com Síndrome do Intestino Curto. Diante da pouca perspectiva de sobrevivência para esse tratamento no Brasil, a família conseguiu arrecadar $ 2 milhões de dólares no Brasil e no mundo para realizar a cirurgia em Miami, sem envolver o governo brasileiro.

Mais detalhes sobre a campanha “Ajude o Pedrinho a continuar sorrindo” podem ser encontradas no site: amigosdopedrinho.com. Doações internacionais podem ser feitas por AQUI.