Ceclin
out 28, 2020 0 Comentário


Artigo: O que virá a seguir para o ex-menino prodígio Oscar?

Ele tinha o mundo do futebol a seus pés. Era uma superestrela internacional, chamada de “menino prodígio”, tendo conquistado dois títulos da Premier League com o Chelsea, assim como o Mundial Sub-20 com o Brasil. Mas em 2017, Oscar soltou uma bomba – ele estava trocando a Europa pela China e juntou-se ao time da Super League chinesa Shanghai SIPG. Com apenas 25 anos, ele assinou um contrato de quatro anos – e ele não só não se arrependeu como se tornou uma lenda da Super League.

A transferência, que aconteceu na janela de transferências de janeiro, custou 60 milhões de libras ao Shangai, mas o salário foi mais controverso ainda – um salário semanal de 400 mil libras, o equivalente a 20 milhões de libras por ano. A pergunta que jamais irá calar é, foi cedo demais para o criador de jogadas brasileiro?

Infelizmente, a transferência de um clube da Premier League, e um dos maiores da Europa, para a China teve muitas repercussões. Ele ficou de fora da equipe brasileira para a Copa América de 2015 e foi convocado pela última vez em outubro de 2016 para as eliminatórias de 2018 – mas nunca entrou em campo. Sua última aparição foi como reserva, ao entrar por cinco minutos em um jogo contra o Peru, em Novembro de 2015.

Embora ele tenha começado bem esta temporada no Shangai – cinco gols em 12 aparições como titular sugerem que Oscar e seu time estarão bem contados nas dicas de apostas esportivas da semana – sempre nos perguntaremos aonde ele chegaria se tivesse continuado sua carreira na Europa. Mesmo que seu desempenho na Ásia mostre que ele ainda é um grande talento, será que ele conseguiria o mesmo em um dos times de elite da Europa?

Consta que seus antigos companheiros em Stamford Bridge, as estrelas brasileiras David e Willian incentivaram Oscar a juntarem-se a eles no time que jogam atualmente e rival do Chelsea, o Arsenal. Ele já declarou que gostaria de voltar à Premier League, mas só após o término do seu contrato com o Shanghai. Ele terá apenas 29 anos – mas com o dito contrato só terminando em novembro de 2024, algum clube apostaria nele com 33 anos?

Se os últimos relatos estiverem corretos, o meio-campista está pensando em trocar de lado e reviver sua carreira internacional – jogando pela seleção chinesa. No ano passado, seu compatriota Elkeson tornou-se o primeiro jogador naturalizado na seleção da China. O atacante, que agora é chamado por seu nome chinês, Ai Kesen, marcou três gols em quatro partidas. E seu colega no Guangzhou Evergrande Taobao, Fernando Henrique (ou Fei Nanduo, como ele geralmente é chamado) também seguiu o exemplo – embora ele ainda não tenha atuado como titular, a despeito de uma convocação recente.

O problema para Oscar é que ele já representou a seleção brasileira 48 vezes e as regras atuais da FIFA dizem que, como ela já fez jogos oficiais pela seleção brasileira, ele não poderá jogar pela China, mesmo após obter nacionalidade chinesa. Ele disse aos repórteres: “Se no final das contas, a seleção da China precisar de um bom meio-campista, eu vou poder ajudar se mudarem as regras”.

“Eu gosto da China, e acho que se os jogadores mudarem de nacionalidade para jogar pela China, eles podem se dar bem.”

Oscar muitas vezes diz que não se arrepende e que ele fez o melhor por sua família, mas quando ele chegar perto do fim de sua carreira, será que ele vai pensar no que teria acontecido “se” tivesse ficado na Europa?