Ceclin
dez 29, 2013 0 Comentário


PSDB pode disputar Governo se PSB tiver candidato ´fraco`

O apoio do PSDB ao candidato da Frente Popular vai depender de quem for o escolhido do governador Eduardo Campos (PSB) para disputar a sucessão estadual, revelaram fontes tucanas ao Blog de Jamildo. Caso o nome vitorioso dentro do PSB seja alguém tido como “fraco”, o PSDB pode optar por lançar candidatura própria. A avaliação dentro da legenda é que o deputado estadual Daniel Coelho teria capacidade suficiente para forçar um segundo turno – e até para estar nele. Por isso, os tucanos estariam mais propensos a embarcar na candidatura própria, a depender de quem fosse o candidato socialista.

Dentre os vários nomes pré-colocados pelo PSB, o que teria menos chance de prosperar dentro do ninho tucano seria o do secretário de Saúde Antônio Figueira. Mas há quem diga que mesmo o vice-governador João Lyra teria dificuldade de garantir o apoio do PSDB, apesar de ser um nome com trânsito na legenda.

O grupo ouvido pelo Blog evitou comentar, porém, quem seria o socialista mais próximo do tucanato. No início do mês, o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes (PSDB), declarou apoio ao ex-ministro da Integração Fernando Bezerra Coelho. A cidade da Região Metropolitana do Recife (RMR) é a maior governada pela legenda em Pernambuco.

Hoje, a principal dificuldade do PSDB em ter um nome próprio é uma estrutura para sustentar uma candidatura em todo o Estado. “Em 2012, nós fizemos a campanha de Daniel no Recife apenas com o programa de televisão. Só que campanha de governador não se faz só com programa de televisão”, argumentou um dos tucanos ouvidos pelo Blog. Falta, principalmente, palanques no interior.

Em 2012, Daniel Coelho obteve 27,65% dos fotos válidos na eleição pela prefeitura do Recife, terminando a disputa em segundo lugar, à frente do candidato do PT, o senador Humberto Costa. Os petistas comandavam a capital pernambucana há 12 anos. O desempenho do tucano faz do deputado o coringa dentro da legenda.

O fator nacional também deve contar no fechamento da coligação. Nos Estados em que é possível, PSDB e PSB estão fechando acordos para oferecer um palanque duplo para as candidaturas presidenciais de Campos e do senador Aécio Neves (PSDB).

Por isso, antes de bater o martelo, os tucanos devem olhar para outros Estados como Minas Gerais, terra de Aécio, onde o cenário permanece indefinido. Um apoio do PSB mineiro a um nome do PSDB poderia agilizar o apoio tucano no plano local.