Ceclin
abr 23, 2013 0 Comentário


Professores grevistas realizam ato público na Secretaria de Educação, no Recife

Profissionais querem chamar a atenção da sociedade, em busca de melhorias nas condições de trabalho

Folha de Pernambuco

O clima de insatisfação deixou as salas de aula e ganhou as ruas, na manhã desta terça-feira (23), marcando o primeiro dia da paralisação nacional dos profissionais de educação pública. A categoria promove um ato público, em frente à Secretaria Estadual de Educação (SEE), localizada no bairro da Várzea, na Zona Oeste do Recife, chamando a atenção da sociedade e em busca por melhorias das condições de trabalho.

Cerca de 100 profissionais exibem cartazes e faixas, além de apresentarem suas dificuldades através de um carro de som. Representantes do movimento, organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco (Sintepe), aguardam ser recebidos pelo secretário de Educação, Ricardo Dantas, para que sejam apresentadas as reivindicações. Integra o pleito, a necessidade da inserção do piso salarial, a implantação da aula-atividade, melhores condições de trabalho, entre outras questões. Na oportunidade, deve ser entregue um dossiê, produzido através de um estudos nas unidades escolares da Região Metropolitana do Recife. O estudo, aponta que 48% das instituições públicas sofrem com a insuficiência de professores.

Em Pernambuco, somente na rede estadual, 770 mil estudantes, distribuídos em 1.089 escolas, deverão ficar sem aula nesses três dias. Educadores vinculados aos municípios de Recife e Olinda, além de docentes das 28 cidades ligadas ao Sintepe, deverão cruzar os braços.

Sobre a ameaça de corte de ponto, anunciada anteriormente pela Secretaria de Educação, a liderança sindical afirmou que considera o procedimento como errôneo e, caso isto ocorra, acionará o Ministério Público para garantir os seus direitos.

Nesta quarta-feira (24), os docentes irão ocupar as Câmaras dos Vereadores e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), usando camisa vermelha. Já na quinta-feira (25), último dia de manifestação, haverá um debate sobre a crise econômica mundial e a educação no Brasil e na Espanha, no Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).