Ceclin
jun 02, 2015 0 Comentário


Professores estaduais de PE mantêm greve após mais uma assembleia

sintepe 06-15Categoria votou pela continuidade da greve. Amanhã (3), os trabalhadores em Educação farão um ato em frente à Secretaria de Administração (SAD), no Pina, a partir das 8h e na próxima segunda-feira (8), uma nova assembleia está agendada, às 15h, com local a ser definido.

Em assembleia realizada nesta terça-feira (2), no Clube Internacional do Recife, os professores em greve da rede estadual de ensino decidiram manter a paralisação. Os docentes também deliberaram que vão se reunir em frente à Secretaria de Administração, no bairro do Pina, Zona Sul do Recife, na quarta (3), a partir das 8h. Uma nova assembleia ficou marcada para a próxima segunda-feira (8), às 15h.

O Sindicato dos Profissionais de Educação de Pernambuco (Sintepe) informou que um mapeamento feito aponta que 50% dos professores e servidores administrativos aderiram à paralisação, que teve início no último dia 29 de maio. Entretanto, de acordo com a Secretaria de Educação, apenas 13,7% das escolas estaduais aderiram à greve.

A última proposta do governo de Pernambuco para os docentes foi um aumento salarial progressivo, durante o ano. O primeiro, de pouco mais de 2%, será dado a partir do mês de junho. Os outros reajustes estão previstos para outubro e dezembro, totalizando 7,01% de aumento para docentes e 6,12% para analistas e o quadro administrativo. O Sintepe reivindica um incremento de 13,01%, conforme estabeleceu a Lei do Piso Salarial do Magistério em 2015, nos salários de todos os quase 50 mil profissionais do Estado.

sintepe junho 15O governo também anunciou, por meio de nota, que os dias parados serão descontados do salário dos professores grevistas. Esses docentes também terão a remuneração postergada para o próximo dia 5 e não serão beneficiados com a progressão prevista para junho.  Os lotados com contratos temporários ainda correm o risco de ter o contrato rescindido.

O presidente do Sintepe, Fernando Melo deixou claro que a greve será encerrada pelos trabalhadores e não pelo governo. Por sua vez, o sindicalista mostrou-se aberto ao diálogo, o que já vem sendo reafirmado há algum tempo. “A categoria se manifestou através das avaliações sobre a greve e mostrou-se aguerrida pela continuidade do movimento. Com citações recorrentes de um governo neofascista, que descumpre a lei, desrespeita a categoria”, sublinhou.