Ceclin
jul 06, 2009 5 Comentários


Professores devem parar hoje

Margarida Azevedo
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Deflagração de greve por tempo indeterminado. É o que vai defender, hoje, a direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), durante assembleia dos professores, marcada para começar às 9h no antigo Instituto Educacional de Pernambuco (IEP), em Santo Amaro, área central do Recife. Se a categoria seguir a orientação da entidade e concordar com a paralisação, cerca de um milhão de alunos de 1.105 escolas estaduais ficarão sem aulas. Os docentes estão em estado de greve desde o dia 3 de junho. Pelo calendário oficial, deveriam retomar hoje as atividades escolares, após um recesso de 17 dias.

“A posição de defender a greve na assembleia foi aprovada por unanimidade, em reunião da direção realizada sábado”, explica o secretário de comunicação do Sintepe, Zélito Passavante. Participaram 31 diretores do sindicato mais 17 conselheiros do Grande Recife. Representantes do interior do Estado não estavam na discussão, mas foram consultados informalmente e também aceitam a deflagração da greve. O encontro serviu para avaliar a última rodada de negociação, ocorrida sexta-feira à tarde, com os secretários de Educação, Danilo Cabral, e de Administração, Paulo Câmara.

Nenhum percentual de reajuste salarial foi apresentado pelo governo, que alegou irresponsabilidade se concedesse aumento no atual momento de cautela pela qual passa o Estado. A proposta é de retomar as negociações daqui a três meses, em outubro, quando o Executivo teria um retrato do desempenho econômico do segundo quadrimestre do ano.

“Entregamos nossa pauta em março. Houve tempo para o governo negociar, mas as rodadas foram apenas informativas. Não houve propostas”, diz Zélito. Os professores exigem que o índice de 19,2% estipulado este ano para reajuste do Piso Salarial Nacional do Magistério seja aplicado aos seus vencimentos, o que o Estado não fez até agora. “Acreditamos que o governo tem condições políticas e financeiras de conceder nosso pleito”, afirma Zélito, destacando que a greve vai questionar também a política de gestão da Secretaria de Educação.

O piso estabelece que um professor de nível médio ganhe R$ 950 para carga horária de até 40 horas por semana. Como há docentes na rede estadual com contrato de 30 horas semanais, o salário tem que ser equivalente. Um professor hoje ganha, respectivamente, conforme a quantidade de horas trabalhadas, R$ 950 e R$ 712,50. Pernambuco tem cerca de 30 mil professores efetivos e oito mil temporários. É a maior categoria do funcionalismo público estadual.

(Jornal do Commercio)

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