Ceclin
nov 14, 2010 7 Comentários


Professores de Pombos denunciam gestão municipal

Foi realizado na manhã desta terça feira (9), na Câmara Municipal da Cidade de Pombos, uma assembleia com os professores da rede pública municipal de ensino de Pombos e o Sindicato dos Professores de Pernambuco – SINPRO/PE, que também contou com a presença dos vereadores Marcos Severino da Silva (Marcos de Porteiras do PCdoB), Joabes Gomes da Silva (Murilo Força Jovem do PR) e Maria das Graças Bezerra (Neide de Roque do PMN).

O assunto principal foi tornar público e reiterar várias denúncias sobre a gestão municipal relacionada ao repasse de pagamentos dos fundos sociais, uso indevido de verbas do FUNDEB, e outras irregularidades cometidas pela Prefeitura de Pombos.

O evento contou com a presença do representante do SINPRO – George Sanguineto, onde o mesmo, junto com a Presidente do Conselho Fiscal do FUNDEB professora Margarida de Barros, tornou pública a possibilidade do Município não ter verba em caixa para pagar o 13º salário e o terço de férias dos professores.

Também foi debatida a denúncia feita sobre possíveis irregularidades como atraso de pagamento do transporte escolar, salários de professores da educação básica, possível super faturamentos no pagamento dos veículos de abastecimento d’água nas escolas, professores com excesso de horas extras e gratificações, apadrinhamentos, desvio de funções e etc.

Durante a reunião foi facultada a palavra ao vereador Murilo onde o mesmo reconheceu que as irregularidades em questão vêem ocorrendo desde 2009 e se colocou a disposição da classe prometendo apoio a todos os professores.

Murilo ressaltou a importância dos profissionais da educação, pois são eles que formam e orientam as crianças e jovens para que possam caminhar para um futuro de prosperidade e cidadania.

Finalizando, o parlamentar se propôs fiscalizar e apurar com o auxílio dos membros da Casa legislativa as ações da gestão municipal sempre que for levantada alguma dúvida.

Por ser professora, a vereadora Neide de Roque também aderiu à causa e se colocou a disposição do sindicato e da comissão de professores que marcou reunião com a direção e advogados do SINPRO para avaliar a questão e elaborar novos eventos.

“É inadmissível professores passarem constrangimentos devido ao fato da gestão municipal não fazer o repasse dos planos de saúde e empréstimos consignados, somos trabalhadores e não merecemos tal tratamento”, pontuou a parlamentar.

Ao final da assembleia ficou acordado que o não pagamento dos rendimentos acarretará em uma paralisação da classe educacional ficando a mesma no guardo do 13º e do terço de férias até o dia 20, onde a categoria mais uma vez realizará mais uma assembleia onde serão tomadas as providências cabíveis.

Por Orlando Leite.