Ceclin
set 01, 2009 0 Comentário


Professores de Moreno em greve

SALAS estão vazias desde a última sexta-feira, quando iniciou paralisação

PRISCILLA AGUIAR

Em greve por tempo indeterminado desde a última sexta-feira, os professores municipais de Moreno se reuniram, ontem, com representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para definir que medidas serão tomadas durante a paralisação. Ao longo do dia, eles realizaram uma caminhada de conscientização, com o objetivo de fazer com que a comunidade escolar entenda o motivo da greve.
Os professores têm como principal reivindicação a mudança da carga horária de 150 para 200 horas, onde dois terços deste período seriam em aulas e um terço em atividades referentes às aulas. “A Lei municipal nº 007/09, aprovada pelo prefeito Edvard Bernardo, garante a mudança do valor da hora/aula para 2009, porém o prefeito afirma que o município não tem como arcar com as despesas e que só poderá regulamentar a lei, criada por ele mesmo, no próximo ano. O salário inicial de Moreno antes do piso era abaixo do mínimo”, destacou a presidente do sindicato dos professores de Moreno, Cátia Carneiro da Silva, acrescentando que foi entregue uma carta de conscientização à população do município.
O secretário de organização e política sindical da CUT, Antônio Bernardino Filho, frisou estar tentando, sem sucesso, entrar em contato com o prefeito. “Estamos tentando conversar com ele para tentar entrar em entendimento, mas ele sempre coloca o secretário e não nos atende. Anteriormente, ele colocou um carro de som nas ruas afirmando que a greve era ilegal e hoje (ontem) os professores tiveram que realizar uma manifestação para explicar à população que a greve não é ilegal. Vamos apoiar este movimento para garantir o direito dos trabalhadores”, disse.
De acordo com a assessoria de imprensa do município, a adequação das 150 para 200 horas não é possível porque não seria prático, em pleno ano letivo em curso, mudar a sistemática atual. A assessoria afirmou que a mudança causaria transtornos, sobretudo para os estudantes e que a prefeitura em nenhum momento deixou de ouvir os professores, explicando, durante as reuniões, que não era possível aumentar a duração das aulas.
Ainda segundo a assessoria, a prefeitura demonstrou à categoria que este aumento da carga horária faria com que um turno entrasse em outro – o que terminaria causando problemas práticos -, além da necessidade de discutir o assunto com a comunidade escolar.
(Folha de Pernambuco).