• Ceclin
set 16, 2008 3 Comentários


Professor pára para defender o piso nacional

Professores das redes municipal e estadual paralisam hoje suas atividades em defesa da Lei 11.738/2008, que institui o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) de R$ 950. A mobilização, que acontece em todo o Brasil, atinge as 1.105 escolas estaduais, as do Recife e de outras 21 cidades da Região Metropolitana e do interior, totalizando mais de 2 mil unidades de portas fechadas durante 24 horas. Em Pernambuco, educadores cruzam os braços apesar de o governo do Estado ter reajustado o piso este mês, pagando mais que o exigido pelo governo federal. O salário base passa de R$ 777,67 para R$ 1.016. Os municípios também não apresentaram resistência à lei.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe), os professores aderiram ao movimento em solidariedade aos colegas de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, onde o novo valor não foi aprovado.
De acordo com a lei, o piso para os profissionais do magistério público da educação básica (atividades de direção, administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação) será de R$ 950 mensais. O valor é para quem cumpre, no máximo, 40 horas semanais.
Em janeiro do próximo ano, é preciso pagar dois terços da diferença entre o valor atual e o novo piso. O pagamento integral é exigido a partir de janeiro de 2010.
“Queremos ajudar os outros Estados e realizar debate para que a lei seja cumprida na íntegra”, justificou o presidente do Sintepe, Heleno Araújo.
Um ato público será realizado às 15h, em frente à Assembléia Legislativa, em Santo Amaro, área central. Mobilizações estão programadas para o dia 16 de cada mês, até que a lei seja implementada em todos os Estados.

Além das escolas da rede estadual, estão fechadas hoje, segundo o Sintepe, unidades municipais do Recife, Jaboatão, Olinda, Camaragibe e Paulista, na Região Metropolitana. Na Zona da Mata, fecham escolas de Timbaúba, Primavera, Rio Formoso, Tamandaré, Sirinhaém, Barreiros e São José da Coroa Grande. No Agreste, ficam sem aulas Agrestina, Toritama, Correntes e Cupira. No Sertão, Santa Filomena, Ipubi, Lagoa Grande, Cabrobó, São José do Belmonte e Tuparetama.
Estado e Prefeitura do Recife não criticaram o movimento dos educadores. Em nota, o governo estadual disse esperar que as aulas não sejam prejudicadas pela paralisação. (Jornal do Commercio).