• Ceclin
nov 23, 2011 0 Comentário


Produtores de cana continuam mobilizados contra dívida de usinas

Após conseguir apoio do governador Eduardo Campos para barrar usinas devedoras a receberem crédito presumido, espécie de incentivo fiscal, produtores de cana retomam assembleia para aprovar ações a fim de pressionarem as unidades industriais que ainda possuem débitos da safra passada. Cerca de três mil fornecedores reivindicam o pagamento pelo produto ofertado. O passivo chega a cerca de R$ 10 milhões. O encontro será realizado nesta quinta-feira (24), às 11h30, em Palmares. A iniciativa é da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (AFCP) e do Sindicato dos Cultivadores de Cana do Estado (Sindicape).

Segundo o presidente da AFCP, Alexandre Andrade Lima, três das cinco empresas envolvidas no problema iniciaram as negociações após assembleia dos produtores de cana realizada no último dia 10. O dirigente esclarece que houve alguns acordos, inclusive, com o sindicato que representa as usinas, mas pouquíssima coisa foi resolvida efetivamente. “O pagamento ainda não foi realizado como acordado, portanto, vamos definir a postura diante do caso”, conta, ressaltando que a decisão será tomada na segunda etapa da assembleia que será realizada amanhã (24).

Na primeira parte do encontro, realizada no dia 10, foram aprovadas várias medidas para tentar efetivamente resolver o impasse, porém a grande maioria delas não foi seguida pelos usineiros. Dentre elas, as empresas inadimplentes deveriam apresentar cronograma de pagamento e com data limite para quitação da dívida até o dia 16 de dezembro. A lista de pagamente foi outra exigência. Todos os três mil fornecedores deveriam constar na relação, independente de estarem abastecendo outra usina na safra deste ano.

Como substancialmente não foi resolvido o impasse, os produtores, que já cumpriram uma das promessas de represálias às usinas devedoras, excluindo-as do crédito presumido, podem definir novas ações. Dentre elas, divulgar à imprensa o nome daquelas usinas que continuam em débito, bem como poderão deliberar ações mais enérgicas, como, a realização de protestos nas respectivas empresas. “Esperamos que as usinas se sensibilizem e resolvam definitivamente o problema. Esperamos que elas honrem com seus compromissos”, diz.

 com informações da Assessoria.