Ceclin
out 28, 2015 0 Comentário


Pressão popular mudou rumo das negociações dos bancários

Contraf_Presidente_1Considerada uma grande conquista dos trabalhadores, o reajuste de 10% e outras conquistas dos bancários não vieram por livre e espontânea vontade dos patrões. A pressão popular dos trabalhadores, na maior greve nacional da categoria, foi fundamental para mudar os rumos das negociações da campanha salarial Nacional 2015.

A Federação Nacional do Bancos (Fenaban) usou o argumento da crise econômica que o País vive ultimamente na primeira rodada de negociação. A entidade que representa os banqueiros ofereceu 5,5 % de reajuste salarial.

“Nada além deste reajuste, que na verdade seria uma perda salarial de 4,15%, já que a inflação do período negociado foi de 9,88%”, explicou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, Roberto Von der Osten, o Betão .

“Numa assembleia unificada no começo do mês de setembro, todos os sindicatos rejeitaram esta proposta e pediram uma nova negociação que fosse coerente com o lucro dos bancos, 36 bilhões no primeiro semestre deste ano”, explicou.

A reivindicação da categoria era a reposição da inflação mais 5,7% de aumento real. “Era pouco comparando com o lucro”, complementou Betão, como é chamado o presidente.

Com o silêncio e o descaso da Fenaban, os trabalhadores decidiram fazer a greve.

Para saber mais detalhes sobre esta luta, o Portal da CUT fez uma entrevista especial com o presidente da Contraf-CUT.

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