Ceclin
jan 06, 2015 0 Comentário


Presidente interino é impedido de entrar e polêmica na Câmara do Cabo continua

camara.cabo_.agostinhoDiário de Pernambuco

Uma semana após irem parar na delegacia, os vereadores do Cabo de Santo Agostinho escreveram nesta segunda-feira (5) mais um capítulo da confusão envolvendo a eleição para a presidência da Câmara do município, localizado na Região Metropolitana do Recife. No final da manhã, o presidente interino Aziel Almeida de Souza (PSD), que tomou posse no primeiro dia de 2015, foi impedido de entrar na sala da presidência da Casa e logo o tumulto se instalou.

Na última quinta-feira (1º), por ordem da Justiça, aconteceu uma nova votação. Desta vez, o vereador Aziel foi eleito para um mandato temporário, até que uma nova eleição, marcada para o dia 12 deste mês, seja realizada no Legislativo municipal. O regimento interno prevê que, na primeira legislatura, o vereador mais votado pode ficar como presidente até um período de 15 dias caso não seja resolvido naquele dia a eleição da mesa diretora. O estatuto é omisso em relação à segunda legislatura, logo os vereadores, por analogia, seguiram os mesmos passos do primeiro biênio.

No entanto, o ex-procurador da Câmara Paulo Farias não concordou com a manobra e barrou a entrada de Aziel e seus companheiros na sala da presidência, onde já estava instalado Anderson Bocão (PSC), que teve sua eleição anulada por não cumprir o prazo de 10 dias, considerado razoável, entre a publicação do edital convocatório e a eleição a que ele se referia.

“Não estamos querendo lançar candidatura a pulso. Eu não sou candidato. Estamos apenas cumprindo a ordem judicial Eles cometeram o erro de fazer a eleição no dia 29 sem cumprir o prazo determinado pela Justiça”, esclarece o presidente interino, que lembrou que seu grupo político ainda não decidiu que deve concorrer com Bocão na eleição marcada para a próxima segunda-feira (12).

Por ter sido impedido de utilizar a sala da presidência, Aziel utilizou a sala do vereador Kiko do Armazém (PDT) para despachar os documentos referentes à exoneração dos cargos comissionados da gestão anterior. Anderson Bocão considera inválidos todos os atos administrativos de Aziel Almeida como presidente. “O que eles fizeram lá foi de vontade própria. Não existe eleição a ser contestada, não haverá uma nova eleição no dia 12. Aquele edital não tem validade nenhuma, nem as exonerações”, afirma Bocão, defendendo o ex-procurador da Casa. “Ele não barrou, ele simplesmente contestou a entrada dos que estavam querendo invadir um espaço que não lhes pertence. O que eles querem é publicidade”, concluiu.