• Ceclin
nov 26, 2013 0 Comentário


Prefeitura de Vitória oficializa privatização da Pracinha Santo Ivo

por Lissandro Nascimento

 

Elias Lira, José Barbosa, Manoel Jorge, Paulo Roberto e Joaquim Lira entram para a história como os privatizadores de praças públicas. Depois de terem acabado de destruir o Monte das Tabocas sob o olhar descrente de todos os órgãos que cuidam da cultura da Vitória de Santo Antão, agora esta Prefeitura assina o atestado de que a Pracinha Santo Ivo, situada no Bairro São Severino, área urbana da Vitória, agora tem dono conforme placa afixada autorizando a obra (ver fotos). Esta pracinha fica próximo ao Prédio da Prefeitura e está sendo invadida por obras de construção de particulares.

Uma destas obras é a construção de um primeiro andar num antigo Bar fincado na Pracinha que acabou fechado pelo proprietário, após dois assassinatos ocorridos dentro de um ano, quando os dois homicídios obtiveram bastante repercussão. Também invadindo a propriedade da Pracinha de Santo Ivo a construção de um prédio pertencente ao proprietário de um grande Supermercado que funciona nas proximidades do logradouro. Esta obra até o momento não consta com placa de autorização da Prefeitura de Vitória.

Disposto a lançar seu filho para deputado estadual no próximo ano, Elias Lira não esconde que é ‘privatizador de praças’. Para isso quer mostrar a todo mundo que beleza no Centro urbano e distribuição de propriedades públicas são o caminho mais prático para se ganhar a eleição, e claro, fomentar “Caixa 02” com licitações que mereciam uma atenção especial do Ministério Público de Pernambuco (o de Recife, pois alguns Procuradores da Vitória de Santo Antão ‘só têm bocão’).

Vitória, no governo de Elias Lira, é comum privatização de praças. Exemplo foi o que ocorreu com a Praça Luiz Boaventura (na Matriz) que virou um excelente Bar. Depois o Trevo do Viaduto próximo a Rodoviária que foi entregue completamente a um Restaurante de iniciativa privada, também o espaço existente entre as Escolas Mariana Amália e Polivalente entregues por sua vez a bares, a Praça de Redenção, a Pracinha por trás do Petrobras que virou Academia de ginástica… e agora a Pracinha de Santo Ivo.

“As privatizações de espaços públicos já é um problema antigo de Vitória e do Brasil. Como podemos ter um espaço “público” se nem todos podem usufruir dele, se tem hora para abrir e fechar? E como sempre os que perdem esse direito são os ‘indesejáveis de sempre’, esse processo não passa de uma assepsia humana, limpando os espaços ditos como públicos, dos mais pobres, dos que não se enquadram na estética da maioria, para que a classe média e rica da cidade possa criar um espaço de status, e excludente, para que não tenha que viver com as mazelas da sociedade, que eles mesmos construíram, com sua ideologia de exclusão”, é a opinião de um dos milhares de leitores deste Blog, professor Kauê Santos, que aqui pego emprestado as suas palavras.

O Prefeito e seu filho junto com os secretários citados, não incluíram a reforma da Pracinha junto com a Pracinha do Bairro da Mangueira que fica a 200 metros da Capela de Santo Ivo, numa obra que custará aos cofres públicos cerca de R$ 72 mil. Saiba mais AQUI.

No último domingo, acabaram de destruir uma praça que pedia socorro há muito tempo – o Leão Coroado – no Centro de Vitória, que será reformada ao custo para os cofres públicos no valor de R$ 359.639,98. A empresa responsável pela obra será a MGM Empreendimentos e Serviços LTDA sob o CNPJ nº 17.363.675/0001-06. Pelo menos desta vez respeitaram as árvores. Cinco delas com mais de 50 anos continuam em pé, apesar de relegadas ao abandono na administração coordenada pelo 1º Ministro Joaquim Elias “Romero”. Isso lembra alguma coisa com a administração dos vermelhos?!

Outras praças virão para reforçar os cofres da avareza eleitoral. Está programado para se gastar o valor de R$ 154.770,52 na Praça Nossa Senhora de Fátima, situada próxima a Escola Dias Cardoso, na Matriz.

Não sou contra as reformas de praças, sou a favor da transparência pública e das árvores. O bom gestor público sabe ouvir as comunidades, certamente há outras urgentes necessidades em Vitória de Santo Antão que a população quer ver atendidas.

Em 2014 vão repetir a idiotização eleitoral: amarelos e vermelhos dividindo o eleitorado vitoriense para a perpetuação dos Lira e Queiralvares, provando que até nisso eles se combinam.

Até quando o voto da Vitória de Santo Antão terá cor?