• Ceclin
nov 12, 2012 0 Comentário


Prefeito eleito de Altinho é indiciado

Folha de Pernambuco

O prefeito eleito do município de Altinho, José Ailson de Oliveira (PSD), ainda vai enfrentar alguns problemas até a sua posse, no início do próximo ano. Oliveira foi indiciado sob suspeita de ter forjado um suposto atentado durante o período de campanha eleitoral.

Por conta das evidências contra o futuro gestor da cidade, o juiz da Comarca de Altinho, atendendo a uma solicitação do promotor de justiça do Ministério Público, Giovany de Sá Leite, determinou a realização da reconstituição do ocorrido. Em seu despacho o juiz justifica a decisão afirmando “tratar-se de um fato, provavelmente, de conotação política, que precisa ser urgentemente esclarecido”.

Além de Ailson, também estão envolvidos no caso dois de seus auxiliares: José Simão e Eden Lessa. No dia 28 de setembro, os três denunciaram que haviam sido vítimas de uma tentativa de homicídio. Eles contaram que tiveram seu veículo perseguido e alvejado a tiros por uma pessoa em uma motocicleta. Contudo, o laudo da perícia feita no veículo revelou que o carro não estava em movimento quando foi alvejado, contradizendo o depoimento do grupo.

Ailson disputou a eleição contra o atual prefeito da cidade, José Sávio de Omena (PSB), e teria usado o atentado para comover a população e ganhar votos. Para o presidente do PSB em Altinho, Marivaldo Pena, a culpa do caso recaiu em cima do grupo político de Omena. “Ele (Ailson) chegou a colocar o carro exposto na frente do seu comitê para sensibilizar as pessoas, teve gente que até chorava e acendia vela. Além disso, nós fomos acusados do crime e acabamos prejudicados na eleição. Por isso, vamos mover uma ação contra ele”, adiantou.

Entretanto, dificilmente o prefeito eleito receberá uma condenação, pelo menos é o que afirma o promotor Giovany de Sá Leite. Segundo ele, o crime é de menor potencial ofensivo e Ailson é réu primário, ou seja, não tem antecedentes criminais. “Nesses casos, dificilmente se chega uma condenação, porque existem medidas alternativas, como a prestação de serviços a comunidade. Sendo assim, como não há condenação, também não ocorre a perda dos direitos políticos”, lembrou. A reportagem tentou contato com Ailson, sem sucesso.