Ceclin
out 01, 2009 9 Comentários


Por que Vitória de Santo Antão ficou de fora?

Esta semana vi uma reportagem em um jornal de grande circulação, onde enfatizava que o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes, está querendo que Jaboatão receba uma fatia da receita do ICMS do município de Ipojuca que abriga o porto de Suape.

Elias Gomes alega que seu município faz parte do “pólo estratégico de Suape” e que Suape não pertence apenas a Ipojuca. Inclusive o tucano já se antecipa outra pauta: ao do “pré-sal pernambucano” defendendo a divisão com todos os municípios pernambucanos especialmente o que faz parte da tal “elite estratégica de Suape”.
Gomes ainda convidou os prefeitos da “elite” estratégica: Escada, Sirinhaém, Ribeirão, Moreno e Cabo de Santo Agostinho.
A pergunta é: Vitória de Santo Antão, faz ou não parte do tal pólo Estratégico?
Muitos podem responder que não, por não ser uma cidade limite com Ipojuca. Ledo engano, Ipojuca só tem limite com o Cabo de Santo Agostinho, Escada, Sirinhaém e o Oceano Atlântico a leste. Ou seja, Moreno, Ribeirão e o próprio Jaboatão não são cidades limites.
Responder que Vitória de Santo Antão não usa o Porto de Suape também não cola. Usa sim, temos a PITU, a CIV e outras que utilizam, não esquecendo da Sadia juntamente com recente a Kraft Foods que não estão sendo instaladas por acaso no município.
A questão não é apenas se há oportunismo ou não na proposta. Mas imaginem se a proposta colar, e as cidades receberem o repasse do valor de 30% ou 50%, de um total de R$ 100 milhões de ICMS por ano que atualmente o município recebe?
Vale lembrar que segundo o IBGE Vitória de Santo Antão tem quase 130 mil habitantes e o PIB não passa de R$ 500 mil, Ipojuca que tem apenas 67 mil habitantes o PIB já é mais de R$ 3 milhões.
por Helder Sóstenes,
Diretor do Correio do Interior e Colunista do Blog.