Ceclin
fev 22, 2013 1 Comentário


Polícia divulga detalhes da prisão da acusada de rapto

Delegados Herbert Martins e Sérgio Moreira falam sobre o caso para a imprensa (Foto: Katherine Coutinho/G1)

Folha de Pernambuco

Cinco dias depois de ter sido levada por uma mulher, a bebê de apenas 24 dias de vida, raptada em Chã de Alegria, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, finalmente voltou para a família. A suspeita, identificada até então como Carla, foi encontrada graças a uma ligação anônima feita à polícia. No entanto, foi descoberto que ela se chama Ângela Maria da Silva, 27 anos. Ela foi pega, na noite da última quarta-feira, em sua residência, no Alto do Cruzeiro, em Timbaúba, também na Zona da Mata, onde morava com o marido e os dois filhos. Detalhes do caso foram apresentados ontem, na sede da Polícia Civil.

Inicialmente, Ângela negou que teria sequestrado a criança. Ela afirmava veementemente que era a verdadeira mãe. Contudo, ela confessou depois que uma tia da criança a reconheceu. Em depoimento, a suspeita contou que estava grávida e no final de janeiro deste ano o filho teria nascido morto, no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no Centro do Recife, onde conheceu a família da criança raptada.

Após ganhar a confiança da avó da bebê, a suspeita foi convidada para passar o fim de semana em Chã de Alegria. Conforme a polícia, ela se aproximou dessas pessoas já com o intuito de subtrair a menina. Depois de pegar a bebê teria voltado para casa e apresentado ela como filha.

Segundo o delegado de Timbaúba, Herbert Martins, o marido de Ângela chegou a ser detido para prestar esclarecimentos, mas ele garantiu que não sabia do rapto. A suspeita teria escondido do homem que o filho nascera morto. Enquanto ela esteve internada o marido precisou voltar para a cidade onde moravam.

“Vamos verificar se a versão apresentada é verdadeira. Já solicitamos ao Imip que verificasse se ela realmente deu entrada grávida na unidade e se chegou a dar à luz um bebê morto. Além disso, vamos investigar se realmente houve ou não participação de outras pessoas na subtração da menina”, informou.

Ângela, que já cumpriu pena por furto, dessa vez foi autuada pelos crimes de sequestro, cárcere privado, subtração de incapaz, parte suposto (por fingir ser a mãe da criança) e adulteração de documentos. Ela modificou a declaração de nascida da criança, fornecida pelo hospital, pois tinha a intenção de registrá-la como filha. O objetivo era substituir o filho que teria nascido morto. A suspeita foi encaminhada à Colônia Penal Feminina do Recife, na Zona Oeste da Cidade.

Depois que a criança foi levada, na manhã do último sábado, a avó contou que conhecia a suspeita há vários anos. O delegado de Chã de Alegria, Sérgio Moreira, acredita que ela tenha feito isso por culpa. “Elas se conheceram somente no hospital. A avó disse que conhecia não sei por que, talvez culpa por convidar uma pessoa desconhecida para sua casa”, comentou. No dia em que levou a criança, Ângela aproveitou um momento em que ficou sozinha em casa com a mãe do bebê, que é deficiente mental. Ela também levou uma bolsa de roupas do bebê.