Ceclin
set 04, 2020 0 Comentário


Polícia Civil investiga fraudes em licitações em Feira Nova com prejuízo de R$ 11 milhões

Policiais levam materiais apreendidos na Operação Coalizão à sede do Draco, na Zona Oeste do Recife — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Operação visa desarticular grupo que pratica fraudes em licitações, identificando integrantes e desarticulando associação criminosa

A Polícia Civil de Pernambuco desencadeou, na manhã desta sexta-feira (04/9), a 43ª Operação de Repressão Qualificada no ano, denominada de “Coalizão”.

A investigação é vinculada à Diretoria Integrada Especializada (DIRESP) e foi iniciada em dezembro de 2019. Seu objetivo é identificar integrantes e desarticular associação criminosa voltada à prática do crime de Fraude à Licitação. Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão domiciliar, todos expedidos pela Vara Única da Comarca de Feira Nova. Ao todo, 23 mandados de busca e apreensão foram emitidos para localidades no Recife, Paulista e Camaragibe, na Região Metropolitana, e em Caruaru, Feira Nova, Lagoa dos Gatos, Tracunhaém, Belo Jardim, Tacaimbó, Limoeiro e Joaquim Nabuco, no Agreste.

Na execução, foram empregados 130 (cento e trinta) Policiais Civis, entre Delegados, Agentes e Escrivães. A operação está sob a presidência da Delegada Isabela Veras Porpino, Adjunta da 2a Delegacia de Combate à Corrupção, 2a DECCOR, integrante do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO).

Segundo as investigações, o esquema criminoso pode ter causado prejuízo de mais de R$ 11 milhões aos cofres públicos. A contratação de empresas pela Prefeitura de Feira Nova a partir de 2017 para serviço de locação dos veículos apontam irregularidades nos contratos e o favorecimento de seis empresas.

“A prefeitura de Feira Nova contratava diversas empresas com objetos semelhantes de contrato, que visava à locação de veículos para diversas secretarias, transporte universitário e escolar. As empresas sempre se revezavam nas licitações”, disse a delegada Isabela Porpino, à frente das investigações.

Em nota, a prefeitura afirmou que não foi notificada das investigações e que está aberta a prestar “quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”. Além disso, o executivo municipal apontou que preza pela “transparência, pela seriedade e pelo compromisso com o erário público”.

“Com a deflagração da operação, averiguamos que muitas dessas empresas sequer existiam no local indicado no contrato social. Em outras, os policiais encontravam outras pessoas jurídicas”, afirmou a delegada. A Polícia também constatou que as empresas não tinham capacidade técnica ou operacional para prestar os serviços contratados. Durante a operação, foram apreendidos veículos adulterados, R$ 24 mil em espécie e cheques preenchidos, mas sem data. “As investigações estão evoluindo e tudo está sendo apurado”, afirmou a delegada.