Ceclin
Maio 25, 2014 0 Comentário


PITÚ aciona advogados contra a ‘Pitúconha’

A bebida mistura a raiz da erva com a aguardente tradicional

Uma matéria divulgada na manhã da sexta-feira (23) pela Folha de S. Paulo tem dado o que falar nas redes sociais. A 531 km do Recife, precisamente no município de Cabrobó, uma cachaça misturada com maconha, batizada como “Pitúconha”, está sendo investigada pela Polícia Federal. A bebida é uma mistura de raiz da erva com a aguardente tradicional.

Ao LeiaJá, a PF confirmou a existência do produto que vem sendo produzido artesanalmente no município. De acordo com a reportagem da Folha, a cachaça é vendida na cidade em doses, que custam apenas R$ 1, e também em garrafas, que podem ser encontradas em bares ou estabelecimentos específicos de bebidas, no valor de R$ 30.

Com o nome de “Aguardente de cana adoçada”, o criador da bebida ainda brinca no rótulo, contradizendo as propagandas governamentais que incentivam condutores a não beberem antes de dirigir. “O Ministério do Transporte adverte: o perigo não é um jumento na estrada. O perigo é um burro no volante”, diz a embalagem.

Como o nome da bebida faz referência a uma marca de aguardente famosa no Brasil, a Pitú, a reportagem entrou em contato com a empresa sediada em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata. Através da assessoria, a  indústria afirmou que o setor jurídico foi acionado na sexta (23) e já está tomando medidas cabíveis.

O LeiaJá entrou em contato ainda com a Delegacia de Cabrobó para ter mais detalhes sobre a comercialização do produto, que seria ilegal segundo a PF. Porém, o Delegado titular do município, Alex de Sá Matias, informou que “não tem conhecimento algum sobre a bebida”.